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terça-feira, 1 de junho de 2021

1984 - George Orwell


Título Original:
 1984
Livro Único
Autor(a): George Orwell
Tradução: Alexandre Hubner e Heloisa Jahn
Editora: Companhia das Letras
Onde Comprar: Físico | E-book
Sinopse: Winston, o herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na grande engrenagem de uma sociedade totalmente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas onde cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância, nem à vingança do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito. O'Brien, hierarca do Partido dominante em Oceânia, é quem explica a Winston: "Não estamos interessados no bem dos outros; só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro."

Quando foi publicado, em 1949, poucos meses antes da morte do autor, essa assustadora distopia logo experimentaria um imenso sucesso de público. Seus principais ingredientes - um homem sozinho desafiando uma tremenda ditadura; a paixão furtiva e libertadora pela colega Júlia; os horrores letais - atraíam leitores de todas as idades, à esquerda e à direita do espectro político, com maior ou menor grau de instrução. Além disso, a escrita lúcida de Orwell, os personagens fortes e a trama movimentada e surpreendente garantiram a entrada precoce de 1984 no restrito panteão dos grandes clássicos modernos.


SIM! Eu finalmente li 1984 e fiquei cheia de opiniões pra contar pra vocês. Vamos começar pelo fato de que, se não pela época de lançamento, talvez não haja momento mais pertinente para ter lido esse livro porque só quem vive no Brasil entende o sufoco que estamos passando no nosso cenário político atual.


1984 é um livro super famoso então não vou me prolongar muito em contar a história ou dar um overview do enredo, quero focar mesmo nas minhas impressões sobre o livro, beleza?


Falando em fama, esse foi um dos motivos pelos quais eu fui com ALTÍSSIMAS expectativas em cima desse livro e expectativas geram decepção, e foi o que aconteceu por aqui. Quero deixar claro que não achei o livro ruim, mas eu esperava muito mais do que ele entregou.


O cenário político que o Orwell cria é super complexo, cheio de ironias (o que eu amei!) e extremamente bem construído. Gente, o homem tem o dom pra cenários caóticos. A crítica social desse livro é tão forte e tão presente nos dias de hoje que é até um pouco assustador se formos parar pra pensar com calma, mas considerei que a parte de assustar fazia parte dos planos do autor, e ele fez muito bem feito.


Eu venerei o romance, fui e sou cadelinha do casal Winston e Julia, me julguem. Ai, eu achei eles tão fofos e cheios de química e revolucionários juntos! Foi um mimo a mais no livro que me ajudou muito a continuar a leitura.


Apesar desses elogios, eu achei a escrita do Orwell, mesmo que linda e poética, meio parada. Não acontece muita coisa e a história demora a ter um pouco mais de ação, então é uma leitura um pouco cansativa pra quem for sem esperar por isso. A escrita clássica já é meio lenta por si só, a demora pra um plot twist não ajuda, então se for ler, vá preparado para essas circunstâncias.


Mas, porém, contudo, entretanto, todavia é importante enfatizar que indico essa leitura pra TODO MUNDO porque ajuda muito a entender sobre como funciona uma ditadura e como são a crueldade e a sutileza desse sistema.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

As Dez Mil Portas - Alix E. Harrow

Título Original: The Ten Thousand Doors of January
Livro Único
Autor(a): Alix E. Harrow
Tradução: Jacqueline Valpassos
Editora: Universo dos Livros
Onde Comprar: Amazon | Submarino
Sinopse: Hipnotizante e comovente, As Dez Mil Portas acompanha a busca de uma jovem por seu pai desaparecido, seu lugar no mundo e o mistério por trás de um porta inesperada.
Existem verdades sobre o mundo que nunca devem ser reveladas. No verão de 1901, January Scaller, de sete anos, encontrou uma Porta - o tipo de porta que leva ao Mundo das Fadas, ao Valhalla, à Atlântida, a todos os lugares nunca encontrados em um mapa.
Anos depois desse acontecimento, January leva uma vida tranquila e solitária, até que, certo dia, se depara com um estranho livro, que traz o perfume de outros mundos em suas páginas e conta uma história de portas secretas, amor, aventura e perigo. Um livro que poderia levá-la de volta à porta meio esquecida de sua infância. Mas, à medida que January obtém respostas para perguntas que nunca tinha imaginado, as sombras se aproximam.

January é uma criança de sete anos que cresceu numa realidade que nunca foi esperada para alguém como ela. Como uma criança preta em uma sociedade no início do século XX, já é de se imaginar como seria o tratamento que ela receberia das pessoas. Porém, graças ao chefe do pai, ela cresceu em uma enorme casa, sempre vestindo e comendo do bom e do melhor e cheia de tutores e babás. O pai é uma figura ausente e sempre viajando a trabalho, a mãe está fora de cena desde que ela era um bebê e ela tem como figura paternal o dono de sua moradia.

Numa viagem com seu tutor, ela descobre uma Porta no meio de um descampado e logo percebe que aquela não é uma Porta qualquer. Quando abre, se depara com um outro mundo e com uma curiosa moeda que ela nunca havia visto antes. Dez anos se passam, e nesse tempo ela esqueceu da porta e se dedicou em apenas ser uma criança exemplar que sabe o seu lugar, mas isso tudo muda quando January encontra o livro entitulado "As Dez Mil Portas" e memórias voltam a encher sua cabeça e seus sonhos.

A trama desse livro me encantou, devo dizer. Aqui nós temos (em um certo pedaço da história) um livro dentro de um livro, e uma história que te intriga, te envolve e não te deixa largar. Eu amei como não é nada previsível, como a autora conseguiu narrar uma linha de pensamento tão única e divertida. É uma trama pra se entreter e com certeza é uma delícia de ler.

Vamos falar dessa protagonista que já é minha favorita de 2020? Vamos sim. Eu amo a January. Desde sua primeira aparição com apenas sete anos ela já uma personagem cativante e cheia de personalidade e atitude. Ela é esperta, ela é sensata, ela corre atrás daquilo que ela quer. Sabe aqueles personagens burros que o leitor já entendeu tudo o que tá acontecendo e o que precisa ser feito mas o personagem ainda não? Então, ELA NÃO É ASSIM! E eu também amei como ela não é uma vítima. Ela luta quando precisa lutar, ela trabalha quando precisa trabalhar, ela não fica chorando e se lamentando, ela vai e procura mudar a situação e eu amei demais isso.

A escrita da autora é uma escrita simples, sem muitos floreios e poesias, porém é bem envolvente. A narração é bem descritiva pra poder ajudar na imaginação do leitor em relação às cenas mas não chegou a ficar lenta em nenhum momento da leitura pra mim. Mas eu curti muito a ideia, o universo e tudo o que a autora fez com esse livro e mal posso esperar por novas histórias dela.

A diagramação do livro é super tranquila e confortável para os olhos, a capa está lindíssima como vocês puderam ver. Outra coisa que é muito bom e importante de ressaltar é que eu gostei bastante da tradução, não achei que em momento algum foi algo que prejudicou a leitura ou que houveram trechos com a tradução confusa, muito pelo contrário.

Minha única ressalva com esse livro, que fez com que eu tirasse meia estrela da nota final no Skoob, foi o final. Eu achei o final um pouquinho conveniente e muito Disney Channel para o que eu queria. Veja bem, não é um final ruim (muito pelo contrário). Só não é o que eu queria e esperava baseando na minha experiência de leitura.

Esse é um livro sensacional, muito bem escrito, cheio de aventuras mas nada muito exagerado ou fora da realidade. Mesmo sendo um livro de fantasia, não são fantasias daquelas extremamente impossíveis. A magia aqui é a mesma magia que a gente sonha toda noite quando é criança, a magia que só uma criança consegue verdadeiramente acreditar, trazendo muita nostalgia e amor durante a leitura. Uma protagonista incrível, personagens coadjuvantes que também possuem suas próprias histórias e camadas, reviravoltas que eu não esperava acontecer e uma experiência de leitura inesquecível são coisas que podem resumir muito bem o que ler "As Dez Mil Portas" foi pra mim.
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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Recursão - Blake Crouch

Título Original: Recursion
Livro Único
Autor(a): Blake Crouch
Tradução: Sheila Louzada
Editora: Intrínseca
Onde Comprar: Amazon | Submarino
Sinopse: As memórias constroem a realidade.
É isso que o policial Barry Sutton descobre ao investigar um fenômeno chamado Síndrome da Falsa Memória, uma doença misteriosa que enlouquece as vítimas ao plantar lembranças de vidas que elas nunca tiveram. Em sua busca pela verdade, Barry se depara com um oponente mais assustador do que qualquer doença, uma força que ataca não apenas a mente, mas a confecção de nossas memórias. Sua única chance de compreender e interromper a marcha galopante do caos está nas mãos da neurocientista Helena Smith, uma mulher amaldiçoada por sua invenção, a criadora de uma tecnologia que deveria salvar vidas, mas que acabou esfacelando a realidade. Conforme os efeitos desse fenômeno fazem ruir o mundo que conhecemos, Barry e Helena terão de se unir se quiserem sobreviver - e salvar a todos nós.
Em sua obra mais ambiciosa, Blake Crouch entrelaça ação e mistério num enigma eletrizante sobre tempo, identidade e o poder da memória.

Recursão conta duas histórias em paralelo que em determinado momento do livro acabam se unindo. A primeira é a do Barry, um policial da NYPD, que perdeu a filha há algum tempo e acabou se divorciando da esposa, o que fez com que ele se jogasse de cabeça no trabalho. A segunda história é da Helena, uma cientista incrivelmente talentosa e inteligente que dedica sua carreira a desenvolver uma cadeira capaz de armazenar memórias de pacientes com Alzheimer depois que a mãe é diagnosticada com a doença.

A trama foi bem construída e é imprevisível. Qualquer mínimo detalhe pode ser um spoiler e o que eu acho ideal é ler esse livro sem ler a sinopse (se você acabou de ler a sinopse do post, dá um tempinho antes de pegar o livro pra sua mente esquecer hehe) porque foi o que eu fiz e isso colaborou muito na minha experiência de leitura.

O livro é narrado em terceira pessoa mas tem os pontos de vista dos dois protagonistas. Por mais que eu tenha simpatizado muito mais com o Barry, eu gostei bem mais dos capítulos da Helena. Ela é chata em alguns momentos e me irritou, mas são os capítulos que tem a parte mais científica e foi isso que me prendeu na história.

Muita gente fala como esse livro é super confuso, e realmente consegue ser. Se eu explicar direito o motivo vai ser o maior spoiler da vida, então só consigo avisar vocês pra ficarem atentos em detalhes e aos adeptos dos post-its e flags é uma boa usar nas partes que tiver explicações pro caso de você se perder durante a leitura, dá pra voltar e ler só essas partes.

Eu tive dois grandes problemas com esse livro: o romance e o final. Eu não comprei esse romance, não fui conquistada, achei que poderiam ter se formado casais muito mais legais e que fossem mais interessantes e também teriam sido mais trabalhados. O romance que o autor criou no livro simplesmente aconteceu, muito instalove. O meu problema com o final é que foi MUITO simples. O autor criou uma bola de neve que não parava de aumentar a cada capítulo e o final foi extremamente fácil, simples e conveniente pra todo o caos que ele criou.

Mesmo com esses problemas, é um livro bem bom. A história é envolvente, a escrita do Blake é fluida e sem muitos floreios, tornando uma leitura fácil e rápida. Ficando atento não tem como se confundir muito com as partes mais científicas. Não foi meu livro favorito do ano e desconfio que vá ser meu livro preferido do autor, mas foi uma experiência de leitura boa e que eu recomendo pra todo mundo que curtir livros de ficção científica e/ou histórias imprevisíveis.


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segunda-feira, 8 de junho de 2020

O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks - E. Lockhart

Título Original: The Disreputable History of Frankie Landau-Banks
Título: O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks
Livro Único
Autor(a): E. Lockhart
Editora: Seguinte
Onde comprar: Amazon | Submarino | Saraiva
Sinopse: Aos catorze anos, Frankie Landau-Banks era uma garota comum, um pouco nerd, que frequentava a Alabaster, uma escola tradicional e altamente competitiva. Mas tudo muda durante as férias. Na volta às aulas para o segundo ano, o corpo de Frankie havia se desenvolvido, e ela havia adquirido muito mas atitude. Logo ela chama a atenção de Matthew Livingston, o cara mais popular do colégio, que se torna seu novo namorado e a apresenta ao seu círculo de amigos do último ano. Então Frankie descobre que Matthew faz parte de uma lendária sociedade secreta - a Leal Ordem dos Bassês -, que organiza traquinagens pela escola e não permite que garotas se juntem ao grupo. Mas Frankie não aceitará um "não" como resposta. Esperta, inteligente e calculista, ela dará um jeito de manipular a Leal Ordem e levantará questionamentos sobre gênero e poder, indivíduos e instituições. E ainda tentará descobrir se é possível se apaixonar sem perder a si mesma.

A Frankie é uma adolescente que faz parte de uma família classe média-alta e é considerada a princesinha deles. Todos os seus familiares a tratam como se ela fosse um anjo, uma garotinha frágil demais para ter algum tipo de atitude ou opinião. Todos frequentaram a Alabaster, prestigiado colégio interno para alunos do Ensino Médio e ao iniciarmos a leitura, a Frankie está prestes a começar o segundo ano. 

A trama tinha tudo pra ser um enorme clichê e se tornar mais um livro comum de YA que nós já estamos acostumados e não vemos nada demais, mas a autora foi inteligente em guiar a história por um rumo inesperado pro leitor deixa tudo mais interessante. 

A escrita da E. Lockhart é leve e objetiva nesse livro, o que torna a leitura fluida e rápida. Mesmo assim, as descrições são bem feitas e é bem fácil pro leitor de imaginar os cenários e se localizar na história. É também muito rápido de se envolver com a história, os personagens e o universo que é criado. Tudo parece muito real, e é fácil se identificar.

A Frankie é uma personagem muito incrível. Acho que ela é uma das minhas personagens favoritas de 2020. Ela pensa à frente, ela questiona e ela não tá nem aí para o que as pessoas vão pensar. Ela se indigna com o fato de não poder participar de algo simplesmente por ser uma garota e se recusa a aceitar isso. Ao mesmo tempo, estamos falando de uma adolescente então ela também tem aqueles momentos de drama e insegurança que todo adolescente tem e é muito gostoso de ler. Os personagens coadjuvantes todos tem papéis que em certo ponto da história têm alguma relevância, mas num modo geral da história, eu não achei nenhum marcante o suficiente pra ser destacado aqui.

A diagramação do livro é simples, a fonte é boa e não prejudica a visão durante a leitura. Eu sou apaixonada pela capa, acho uma das mais bonitas na minha estante e a Seguinte acertou em cheio em não usar a capa original do livro (que eu acho péssima). Repare na silhueta de bassê que aparece no início e nas pausas de cada capítulo, dando um charme a mais.

É uma história rápida, envolvente, leve e gostosa de ler. O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks pode ser lido em um dia e ser aquele tipo de leitura distração que todo mundo precisa em algum momento. Eu gostei muito dessa leitura, aconteceu no momento certo pra mim e eu realmente adorei muito a protagonista e as ideias que ela tem. De todos os livros que li da autora até agora, esse é de longe o meu favorito.
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sábado, 23 de maio de 2020

O Garoto Quase Atropelado - Vinícius Grossos

O Garoto Quase Atropelado - Saraiva

Foi muito difícil vir aqui e escrever essa resenha, por mais que eu quero que o mundo inteiro leia esse livro e conheça essa história, mas vamos lá. Esse livro é escrito com o formato de diário, o que nos traz uma narrativa em primeira pessoa, e nós nunca ficamos sabendo o nome do protagonista.

Oi? Como assim? Pois é. Tem uma nota que já te avisa disso antes da história começar mas eu mesma só fui entender esse fato lá pela metade do livro e eu acho que essa foi a grande sacada do autor porque isso torna com que o garoto quase atropelado possa ser qualquer pessoa, até mesmo o leitor.

O nosso protagonista passou por um trauma muito grande e a psicóloga dele o aconselha a escrever o diário que vamos acabar lendo durante 30 dias do mês de novembro. Ele acaba conhecendo a menina do cabelo de raposa, a menina do cabelo roxo e o James Dean não tão bonito e a narrativa vai ser em volta dessa amizade e do romance que surge por ali.

Começando pela narrativa, eu tenho uma certa questão com livros escritos em primeira pessoa que é 8 ou 80: ou vai ser uma narrativa incrível e profunda, onde podemos realmente conhecer a personagem, ou eu vou achar ela completamente insuportável. Felizmente, aqui encontramos o primeiro caso :)

Apesar de algumas atitudes que podem ser bastante contraditórias, foi muito fácil pra mim entrar na narrativa do protagonista, mergulhar na história que ele estava contando e visualizar as cenas dele escrevendo o diário enquanto revivia aqueles momentos na cabeça. Foi muito louco, pra ser sincera, mas eu amei demais essa sensação.

Outro ponto que eu amei foi a sensibilidade e a delicadeza que o autor trouxe pra tratar de assuntos muito pesados e tensos e doloridos mas que precisam ser debatidos. A ideia de trazer desenhos pra ilustrar melhor sem tornar algo TÃO pesado e incômodo de se ler também foi uma boa ideia. Já até aviso que esse livro pode ser gatilho por tratar de: distúrbios alimentares, suicídio, homofobia, abuso sexual; então tomem cuidado antes de ler ok?!

O final do livro também é muito imprevisível, pelo menos até você chegar na parte que esse final está prestes a acontecer. Quando eu estava lendo, minha cabeça só conseguia pensar "eu não acredito que o autor está fazendo isso, não é possível que isso vai acontecer" mas aí o que? Aconteceu né?!

Eu tenho um porém pra dizer mas é em relação à capa. Essa capa é linda demais, mas ela passa uma ideia de livro feliz e leve (tanto é que foi por isso que eu peguei pra ler, eu queria alguma coisa super de boa mas podemos ver que me enganei) e não é essa a realidade que encontramos dentro das páginas. Mas continua sendo uma capa linda e a diagramação também ficou muito boa.

Se tornando o meu livro favorito de 2020 (até agora), O Garoto Quase Atropelado é um livro muito especial. Conforme eu lia, fui sendo envolvida como se fosse atravessar a rua sem olhar pros dois lados. Quando cheguei no quase final, eu perdi o chão e senti o carro encostar em mim. Quando terminei de ler, percebi que tudo não passou de um arranhão e posso afirmar com toda certeza que me senti quase atropelada.
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