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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Filme: Feel The Beat


Título Original: Feel The Beat
Elenco: Sofia Carson, Wolfgang Novogratz, Brandon Kyle Goodman, Donna Lynne Champlin
Duração: 1h e 47min
Ano: 2020
Roteiro: Shawn Ku, Michael Armbruster
Produção: Susan Cartsonis
Direção: Elissa Down
Sinopse: Em Feel The Beat, April (Sofia Carson) é uma dançarina que não consegue seu sucesso na Broadway e decide retornar à sua pequena cidade natal. Relutantemente, ela é recrutada para um grupo de jovens dançarinos desajustados para uma grande competição.
Onde Assistir: Netflix | Trailer: Dublado / Legendado

O filme começa com April em um teste para um papel na Broadway. Por cargas do destino, ela acaba não conseguindo o papel além de gerar uma situação que coloca toda a sua carreira em risco. Envergonhada, ela resolve voltar para a sua cidade natal e acaba reencontrando alguns fantasmas do passado como a escola onde fazia aulas de dança e seu ex-namorado.

Acontece que a dona da escola de dança, Ms. Barb, quer levar as alunas para competirem em um concurso nacional e pede para que April ajude e ensaie junto com elas, o que a protagonista acaba aceitando pelo puro interesse de poder dançar em frente aos jurados que são verdadeiros ícones da Broadway. Ao longo do filme, nós vamos acompanhar a trajetória  das meninas pelas etapas do concurso e a trajetória da April no meio disso tudo.

A trama é um pouco clichê, devemos admitir, mas é tão fofa que a gente nem liga pros clichês e se apaixona mesmo assim. E também é uma trama bem construída e muito linear. Os diálogos são simples, até por ser um filme adolescente, e tornam o filme uma ótima fonte de entretenimento, onde a reflexão sobre a mensagem que o filme quer passar é tão sutil que quando vamos ver já estamos envolvidos por todo aquele sentimento.

Acho que a Sofia Carson foi uma ótima escolha como protagonista e ela fez o papel muito bem. Apesar disso, sinto que mais lá pro final do filme a personagem se perdeu um pouco. Vejam bem, a April é cheia de características próprias e eu sinto que ali no final ela perdeu um pouco dessa essência e isso me chateou um pouco porque ela foi uma personagem que eu realmente gostei.

A química entre o casal protagonista é perfeita e sem defeitos, eles dois são a própria definição de um OTP (One True Paring). Acho que todos os personagens coadjuvantes tem uma parte importante para acrescentar na história, seja na evolução das meninas na competição quanto no crescimento pessoal da protagonista (com exceção dos meninos do time de futebol que são completamente desnecessários).

Eu acredito que esse filme seja aquela história linda, fofa e que aquece o coração. É uma história para sorrir, suspirar, morrer de amor e se divertir, realmente distrair a cabeça sabe?! A Netflix teve uma ideia brilhante e muito bem executada, e Feel The Beat é um filme sensacional, cheio de músicas incríveis e bem coreografadas, além de muita fofura e muito amor. Por enquanto, é definitivamente um dos melhores filmes que eu assisti em 2020.
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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Querida Sue - Jessica Brockmole

Título Original: Letters From Skye
Título: Querida Sue
Livro Único
Autor(a): Jessica Brockmole
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Arqueiro
Onde Comprar: Amazon | Submarino | Saraiva
Sinopse: Março, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu grande amor.
Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a casa de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas. Querida Sue é uma história envolvente contada em cartas. Com uma escrita sensível e cheia de detalhes de épocas que já se foram, Jessica Brockmole se revela uma nova e impressionante voz no mundo literário.


Querida Sue vai contar a história de amor vivida pela Elspeth Dunn, nossa protagonista. Tudo começa em 1912 com um rapaz chamado David enviando pra ela uma carta elogiando um dos livros de poesia que a Elspeth escreveu, e a partir daí eles começam a trocar cartas e passamos a acompanhar essa amizade que logo vira romance.

Ao mesmo tempo temos os acontecimentos de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, onde Margaret (filha de Elspeth) se apaixona por um piloto da Força Aérea e eles também se comunicam por cartas devido ao fato de ele estar em campo. Mas nesse período, também há troca de cartas entre outros personagens, incluindo entre mãe e filha.

Livros epistolares são um dos meus tipos favoritos. Eles são rápidos de ler, as cartas costumam ser muito mais profundas do que uma narração de apenas um personagem ou uma narração onipresente, e ainda assim há a possibilidade de termos vários pontos de vista de uma mesma história. Aqui achei as cartas muito envolventes, muito profundas e muito bonitas. Eu queria devorar essa história e estava presa à esses personagens e ao universo criado pela autora.

Como o livro intercala passado e presente, é preciso um pouquinho de atenção para acompanhar todos os passos dessa história e não se perder no meio do caminho visto que a autora não entrega uma linha do tempo linear. Uma dica é sempre ler a data das cartas, porque eu me perdi bastante nesse quesito. A trama, ao contrário do que eu pensava ao longo do livro, não é nada previsível e cada vez que um plot twist acontece, o coração do leitor sofre o risco de uma pequena parada hehehe.

Eu gostei como a autora soube se aprofundar ao criar os personagens, desenvolver uma linguagem própria para cada um ao ponto de você começar a ler uma das cartas e já saber qual deles escreveu. Ela soube criar diversas camadas para todos eles e fez cada um com uma identidade própria. O cenário também foi muito bem elaborado, tanto na parte de quem está ativamente dentro das Guerras quanto de quem está do outro lado vendo nas notícias tudo o que acontece.

Outra coisa muito linda é a escrita da autora. A Jessica escreve de uma forma muito poética e, ao meu ver, a tradução foi fiel ao retratar isso. Haviam diversos quotes e frases de efeito que se encaixam muito bem e que fazem sentido com a história e o que está sendo contado naquele momento.

A única coisa que me decepcionou um pouco no livro foi o fato de que eu esperava sentir muito mais emoção do que o que realmente aconteceu. O livro não me tocou a ponto de eu ficar balançada com a história ou sofrendo pelos personagens, por mais beleza que tenha dentro da história.

Querida Sue é uma linda história de amor que te faz ter alguns choques e sensações de pensar no mundo como um lugar cruel, mas ao mesmo tempo aquece o coração. Aqui nós vemos nada se transformar em uma amizade muito legal e essa amizade se transformar em um amor lindo, digno de suspiros e que supera qualquer barreira, seja ela a distância, o tempo ou a Guerra.

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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Filme: O Sol Também É Uma Estrela

Crítica | O Sol Também é Um Estrela (2019) - Cinestera

Título Original: The Sun Is Also A Star
Elenco: Yara Shahidi, Charles Melton, John Leguizamo, Jake Choi, Gbenga Akinnagbe
Duração: 1h e 40min
Ano: 2019
Roteiro: Tracy Oliver
Produção: Elysa Dutton, Leslie Morgenstein
Direção: Ry Russo-Young
Sinopse: Natasha (Yara Shahidi) é uma jovem extremamente pragmática, que apenas acredita em fatos explicados pela ciência e descarta por completo o destino. Em menos de 24 horas, a família de Natasha será deportada para a Jamaica, mas antes que isso aconteça ela por acaso encontra Daniel (Charles Melton), que a salva de ser atropelada. Decidido a convencê-la que o encontro de ambos foi obra do destino, Daniel a desafia a passar um dia com ele, no qual tem a missão de fazê-la se apaixonar.

Baseado no livro de mesmo nome, O Sol Também É Uma Estrela é um filme sobre destino, sobre se apaixonar e sobre lutar por aquilo que você acredita e ama. E a história ainda faz isso mostrando os dois lados da moeda.

A Natasha tem apenas um dia antes de ser deportada para a Jamaica junto com sua família, mas ela não está disposta a deixar toda a vida dela pra trás sem tentar então, contrariando a família, ela marca reuniões com o departamento de imigração dos Estados Unidos e com um advogado, na tentativa de conseguir reabrir o caso dos seus pais e permanecer no país.

Do outro lado temos Daniel, descendente direto de família coreana e uma família cheia de expectativas, diga-se de passagem. Mantendo-se sempre na linha e tentando corresponder ao que esperam dele, ele tem uma entrevista para Darthmouth para seguir na medicina, mesmo sendo apaixonado por poemas. Por uma mera coincidência em latim ou por obra do destino, nossos protagonistas se encontram e é aí que nossa história começa.

Eu AMEI o filme e fiquei louca pra ler o livro. O desenrolar da história foi muito bem projetado e é interessante como tudo foi feito. Ao acompanhar as menos de 24 horas que Natasha e Daniel possuem juntos é como acompanhar aquele relacionamento se formando durante semanas em qualquer outro filme de romance sabe?! Quando passam as cenas do casal em diversas ocasiões? E quem assiste tem a sensação de que muito tempo se passou, mas tudo aquilo acontece no intervalo de um dia.

Preciso dizer que não consigo imaginar atores mais incríveis para protagonizar essa história. A Yara e o Charles tem uma química de outro mundo e eu mesma fiquei apaixonada pelos dois e pelo amor que nasce entre eles, que é lindo de se ver. Outra coisa muito interessante e que eu gostei muito é que o cast do filme é composto apenas por atores e atrizes não-brancos. E isso é percebido até na figuração, o que traz muita representatividade pra produção e eu, sinceramente, achei incrível porque foi o primeiro filme que eu vi com o elenco composto assim.

Apesar de não saber como foi abordado no livro, o filme trata de questões muito importantes como racismo, imigrantes nos EUA e a falta de apoio que eles tem e eu achei que apareceram muito bem e acredito que sejam mais aprofundados no livro, visto que o audiovisual foca bem mais no romance entre os protagonistas. Outra coisa legal são as referências científicas que são feitas ao longo do filme, explicando alguns fenômenos, e que encaixam perfeitamente com a história sendo contada.

Quero fazer uma menção honrosa para a trilha sonora e os figurinos desse filme, que arrasaram demais. Eu sou apaixonada por trilhas sonoras e a desse filme foi tão boa. Cada cena encaixava perfeitamente com a música, e eram músicas muito boas! E os figurinos lindos foram um a mais que você acha desnecessário até ver como faz toda a diferença, fora que combinaram perfeitamente com o cenário do filme, New York City.

Como vocês puderam ver, eu falo bastante dos filmes que eu gosto. Mas esse foi cinco estrelas, favoritado e cheio de amor. Se tornou um dos meus filmes favoritos da vida. A história é linda, ele representa MUITO na indústria cinematográfica e ainda esquenta o coração. É a pedida perfeita pro dia que tá frio e você quer assistir aquele filme pra suspirar enquanto come brigadeiro OU pra quem ainda quer acreditar que tudo vai ficar bem, mesmo quando todas as circunstâncias apontam ao contrário.
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sábado, 23 de maio de 2020

O Garoto Quase Atropelado - Vinícius Grossos

O Garoto Quase Atropelado - Saraiva

Foi muito difícil vir aqui e escrever essa resenha, por mais que eu quero que o mundo inteiro leia esse livro e conheça essa história, mas vamos lá. Esse livro é escrito com o formato de diário, o que nos traz uma narrativa em primeira pessoa, e nós nunca ficamos sabendo o nome do protagonista.

Oi? Como assim? Pois é. Tem uma nota que já te avisa disso antes da história começar mas eu mesma só fui entender esse fato lá pela metade do livro e eu acho que essa foi a grande sacada do autor porque isso torna com que o garoto quase atropelado possa ser qualquer pessoa, até mesmo o leitor.

O nosso protagonista passou por um trauma muito grande e a psicóloga dele o aconselha a escrever o diário que vamos acabar lendo durante 30 dias do mês de novembro. Ele acaba conhecendo a menina do cabelo de raposa, a menina do cabelo roxo e o James Dean não tão bonito e a narrativa vai ser em volta dessa amizade e do romance que surge por ali.

Começando pela narrativa, eu tenho uma certa questão com livros escritos em primeira pessoa que é 8 ou 80: ou vai ser uma narrativa incrível e profunda, onde podemos realmente conhecer a personagem, ou eu vou achar ela completamente insuportável. Felizmente, aqui encontramos o primeiro caso :)

Apesar de algumas atitudes que podem ser bastante contraditórias, foi muito fácil pra mim entrar na narrativa do protagonista, mergulhar na história que ele estava contando e visualizar as cenas dele escrevendo o diário enquanto revivia aqueles momentos na cabeça. Foi muito louco, pra ser sincera, mas eu amei demais essa sensação.

Outro ponto que eu amei foi a sensibilidade e a delicadeza que o autor trouxe pra tratar de assuntos muito pesados e tensos e doloridos mas que precisam ser debatidos. A ideia de trazer desenhos pra ilustrar melhor sem tornar algo TÃO pesado e incômodo de se ler também foi uma boa ideia. Já até aviso que esse livro pode ser gatilho por tratar de: distúrbios alimentares, suicídio, homofobia, abuso sexual; então tomem cuidado antes de ler ok?!

O final do livro também é muito imprevisível, pelo menos até você chegar na parte que esse final está prestes a acontecer. Quando eu estava lendo, minha cabeça só conseguia pensar "eu não acredito que o autor está fazendo isso, não é possível que isso vai acontecer" mas aí o que? Aconteceu né?!

Eu tenho um porém pra dizer mas é em relação à capa. Essa capa é linda demais, mas ela passa uma ideia de livro feliz e leve (tanto é que foi por isso que eu peguei pra ler, eu queria alguma coisa super de boa mas podemos ver que me enganei) e não é essa a realidade que encontramos dentro das páginas. Mas continua sendo uma capa linda e a diagramação também ficou muito boa.

Se tornando o meu livro favorito de 2020 (até agora), O Garoto Quase Atropelado é um livro muito especial. Conforme eu lia, fui sendo envolvida como se fosse atravessar a rua sem olhar pros dois lados. Quando cheguei no quase final, eu perdi o chão e senti o carro encostar em mim. Quando terminei de ler, percebi que tudo não passou de um arranhão e posso afirmar com toda certeza que me senti quase atropelada.
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quarta-feira, 13 de maio de 2020

Entre o Amor e a Amizade - Bianca Briones

Entre o Amor e a Amizade: O livro que inspirou a série Batidas ... 

E mais uma vez estou eu aqui para falar de um livro da Bianca, nada novo sob o mesmo sol.

Bom, nessa história vamos acompanhar a vida da Alessandra e do Nicolas. O pai da Alê acaba de falecer vítima de câncer e o Nicolas perdeu boa parte de sua família em um acidente de carro. Os dois se conhecem em uma festa na casa de uma amiga em comum e ali mesmo já criam uma conexão muito bonita que vamos vendo evoluir ao longo da história, junto com todos os desencontros e conflitos que envolvem a vida desses dois.

Pra quem é novo aqui no blog e/ou ainda não me conhece, eu amo tudo o que a Bianca Briones escreve. Vai ter especial da série Batidas Perdidas por aqui ainda, mas ainda não saíram todos os livros (e essa é uma série que eu espero não ter fim simplesmente por amar todos os personagens) e Entre O Amor e a Amizade foi escrito ANTES da autora escrever a história da Vivi e do Rafa, e eu levei isso em consideração na hora de formar minha opinião.

De todos os livros que eu já li da autora, esse foi o que eu mais demorei pra me envolver. A trama não foi tão previsível quanto eu achei que seria, mesmo eu encontrando várias referências com o seu primo muito mais amado (por mim).  Eu gostei bastante de como a Bianca conduziu a história e a evolução da mesma é constante. Apesar disso, demorei um pouco pra simpatizar com os personagens. Achei eles chatos no início e algumas de suas atitudes foram bastante estúpidas, mesmo quando o livro já estava chegando ao fim.

Também senti falta de uma abordagem mais profunda sobre alguns assuntos. O livro fala de depressão em alguns momentos e eu esperava um aprofundamento nisso mas não foi o que aconteceu, e fiquei um tanto quanto decepcionada por isso. Outra coisa que eu quero ressaltar é que ao longo da leitura reparei em alguns erros de revisão. Não era nada muito grave e nem chegou a ser incômodo pra mim, mas foi algo que chamou a minha atenção então achei importante falar pra vocês porque vai que um de vocês se incomoda muito com isso, né?!

Ponto alto de destaque foram as mensagens trocadas entre os protagonistas. Me diverti demais lendo essa troca e acredito que se o livro tivesse sido escrito inteiro desse jeito, numa dinâmica epistolar, teria sido uma leitura muito mais agradável e fluida, e também seria muito mais fácil simpatizar com os personagens.

Acho que indico esse livro pra quem já conhece e gosta da escrita da Bianca, que é o que envolve de verdade da primeira até a última página. Não sei se ser introduzido a autora com esse livro é uma boa escolha, até por ter livros muito melhores e mais cativantes e que eu acho que entregam muito mais. Esse é aquele livro pra quem é fã, sabe?! Se você nunca leu nada escrito por Bianca Briones e/ou nunca leu nenhum livro New Adult, pode começar com o livro As Batidas Perdidas do Coração que eu acho que vai ser um começo com o pé direito.

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quarta-feira, 29 de abril de 2020

Perdida #5: Desencantada - Carina Rissi

Desencantada - Volume 5 - Livros na Amazon Brasil- 9788576864615



No quinto livro da série perdida, vamos agora acompanhar o acontece com Valentina depois da sequência dos livros anteriores. Para quem não lembra do primeiro livro, Valentina era a vizinha apaixonada de Ian Clarke. Agora, com a paixonite já superada, nossa protagonista se mudou para uma cidade litorânea junto do pai, da madrasta e do irmãozinho mais novo.

Valentina já está passando da idade de se casar e, graças às regalias e luxos de sua madrasta, seu dote não é mais tão generoso quanto costumava ser, o que deixa suas chances de um bom casamento indo por água abaixo. A jovem logo recebe uma proposta e até pensa em aceitá-la, mas uma situação constrangedora envolvendo certo capitão seguida de um trágico acidente fazem a vida (e o coração) da personagem virar de cabeça pra baixo.

A trama é uma delícia, e super envolvente. Todos os livros dessa série trazem algum mistério a ser resolvido, mas em Desencantada esse mistério não é ofuscado pelo romance, o que nos deixa intrigados para descobrir qual é o real rumo que a história está levando, e devo dizer que quando a verdade é descoberta a vontade é de gritar bem alto "PLOT TWIST". Por essa eu realmente não esperava, dona Carina.

Apesar disso, não posso dizer o mesmo da escrita da autora. Eu amo os livros da Carina, mas é triste ver que o que me prendeu nesse livro até o fim foi querer saber o final da história, e não uma escrita que agradava. Pulei algumas partes de texto durante a leitura que pra mim se tratavam de parágrafos e mais parágrafos de textos que não agregariam em nada à minha leitura. Por esse ponto, esse livro perdeu a chance de ser o meu favorito da autora.

A Valentina é um ÍCONE de personagem. Ela é independente, perpicaz, sempre tem uma resposta na ponta da língua, sabe argumentar e nunca perde uma discussão. Quem me acompanha no twitter viu várias pérolas dela sendo soltas por lá, e ela é (até agora) a minha personagem favorita de toda a série (apesar de eu amar muito a Sofia também). Os outros personagens também são legais e tem aparições importantes, mas todos estavam ali pra, na verdade, complementar o brilho da protagonista e eu adorei isso!

Vamos falar daquele final? SEM SPOILERS, eu prometo! Mas o que foi aquela amarração na história no final? A conversa entre a Sofia e a Valentina, com a história dos sobrenomes e logo depois a viagem. Gente, eu adorei. MUITO. Fiquei surtando aqui em casa mas não conheço ninguém que leu esse livro pra poder surtar junto comigo, uma lástima. Mas agora eu me pergunto como que fica a situação no presente??? Será que vamos descobrir em um próximo livro? ALÔ CARINA.

Concluindo: eu adorei esse livro. Mesmo ele não sendo um favorito, Desencantada é uma leitura divertida, muito agradável e minha recomendação atual pra quem quiser sair da ressaca. É um livro independente, com começo-meio-fim, e pode ser lido mesmo que você não tenha lido os outros da série, mas deixo o alerta: você terá spoilers dos livros anteriores e pode ser que não entenda algumas referências, mas não terá sua experiência de leitura prejudicada por isso. E por mais clichê que isso possa parecer, Desencantada me encantou.
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sábado, 14 de setembro de 2019

Garotas de Neve e Vidro - Melissa Bashardoust











Título Original: Girls Made of Snow and Glass
Título: Garotas de Neve e Vidro
Livro Único
Editora: Plataforma 21
Ano: 2018  |  384 Páginas
Sinopse: Mina é filha de um mago cruel e sua mãe está morta. Aos dezesseis anos, seu coração nunca bateu apaixonado por ninguém – na verdade, ele jamais bateu de forma alguma, e Mina sempre achou esse silêncio normal. Ela nunca suspeitou que o pai arrancara seu coração e, no lugar, colocara um coração de vidro. Então, quando Mina chega ao castelo de Primavera Branca e vê o rei pela primeira vez, ela cria um plano: ganhar o coração dele, tornar-se rainha e finalmente conhecer o amor. A única desvantagem desse plano, ao que tudo indica, é que ela se tornará madrasta.
Lynet tem quinze anos e é a imagem de sua falecida mãe. Um dia, ela descobre a verdadeira razão disso: a partir da neve, um mago a criou à semelhança da rainha morta. Mas, apesar de ser a projeção visual perfeita da falecida rainha, Lynet preferiria ser forte e majestosa como sua madrasta, Mina. E Lynet realiza seu desejo quando o pai a torna rainha dos territórios do sul, tomando assim o lugar de Mina.
A madrasta, então, começa a olhar para a enteada com algo que se assemelha ao ódio, e Lynet precisa decidir o que fazer – e quem quer ser – para ter de volta a única mãe que de fato conheceu… ou simplesmente vencer Mina de uma vez por todas.
Garotas de neve e vidro traça a relação de duas mulheres fadadas a serem rivais desde o princípio – a não ser que redescubram a si mesmas e deem novo significado à história que lhes foi imposta.
Este aclamado reconto feminista do clássico Branca de Neve nos leva a um mundo singelo e, ao mesmo tempo, maravilhoso – como nos contos de fadas. Uma releitura contemporânea para mantê-lo sempre atual e presente.


É livro bom que você quer, @? 
Pois vim dizer que a ressaca literária chegou ao fim!

Em sua estreia na literatura, Melissa Bashardoust resolve recriar uma história clássica, Branca de Neve. Eu não sei vocês, mas eu já havia visto (e lido) algumas versões e releituras da nossa querida princesa e fiquei um tanto receosa se haveria originalidade nessa nova interpretação.
Pois bem, Mina é filha de um poderoso mago e, além disso, é uma de suas criações. Mina possui um coração de vidro, que por uma lado a permite ficar viva, mas por outro lado, retirou de Mina a possibilidade de sentir o amor, seja amando ou sendo amada. Porém, tudo muda ao chegar em Primavera Branca e conhecer o Rei: ela quer conquistá-lo, quer que ele lhe apresente o amor.


Ao mesmo tempo, conhecemos Lynet. A princesa de quinze anos não cumpre o esteriótipo tão conhecido ao qual normalmente estamos acostumados quando escutamos a palavra “princesa”. Lynet é livre de si mesma, vive fazendo estripulias por aí, ama o frio de Primavera Branca e não a mínima ideia sobre as condições de seu nascimento. E é a história dessas duas damas da Corte que vamos acabar acomapanhando.
Bom, como eu disse ali em cima, seria complicado avaliar uma releitura de uma história que eu gosto tanto e que eu já li muitas outras interpretações, mas até que fui surpreendida. Porém, me sinto no dever de avisar de cara que o título é um baita spoiler de uma revelação que acontece na primeira metade do livro. Tirando isso, e alguns outros clichês básicos do gênero romântico, em momento algum eu me pegava adivinhando quais seriam os próximos acontecimentos ou que rumo a história estava tomando. O enredo como um todo não foi nada menos que surpreendente (de um jeito bem bom).


Falando um pouco sobre os cenários, eu gostei mas tenho minhas ressalvas. Achei que a autora soube descrever bem os cenários do Sul, e era fácil imaginar a cena que eu estava lendo. De Primavera Branca não posso dizer o mesmo. As descrições existiam, mas achei surpeficiais, sem nenhuma riqueza de detalhes, principalmente comparados ao lado ensolarado do reino.
Em contrapartida, eu amei a construção de todos os personagens. Acompanhamos o crescimento das duas durante a trama e é muito bom poder notar a evolução de Mina e Lynet, tanto na relação uma com a outra quanto elas mesmas como personagens. O vilão foi construído de forma a ser odiado da primeira à última página mas mesmo assim é impossível não parabenizar a mente que Melissa criou para seu personagem. Os coadjuvantes do livros são todos muito importantes e eu poderia escrever um livro falando sobre a relevância de cada um deles (mas não vou, prometo hehe). Cinco estrelas no quesito personagens.


Estamos falando de um livro de fantasia, mas, porém, contudo, entretanto e todavia, temos um pouquinho de amor dentro dele, SIM. Ainda bem, porque meu coração é feito de açúcar. O romance que acontece nesse livro é um romance LGBT+ que dá várias voltas e idas e vindas (como um belo romance clichê, não é mesmo?!), mas o que eu realmente gostei e foi destaque é que o romance não foi tratado como um problema em nenhuma parte do livro, ou como algo confuso ou dramático ou desastroso ou caótico ou qualquer uma das opções possíveis que a gente costuma ver por aí.
Mas então né, quinze capítulos depois, vamo concluir né mores?! Eu gostei MUITO do livro, pra quem ainda não notou rs. Não achei que teve toda a hype que merecia no Brasil, mas realmente vale à pena. Relembra um clássico da nossa infância ao mesmo tempo que não tem absolutamente nada a ver mas aí você lê um trecho ou outro e pensa “MEUDEUS, estou lendo Branca de Neve” e acho que todo mundo que é fã de fantasia deveria tentar dar uma chancezinha pra esse livro porque esse é daqueles que chega pra fazer morada no coração.
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sábado, 24 de agosto de 2019

Apenas Uma Vez - Cleia Lira | Quatro Por 4



Título Original: Apenas Uma Vez  

Título: Apenas Uma Vez
Série: Os Garotos de Jersey
     1- Apenas Uma Vez
     2- Perdido
     3- Um Recomeço
     4- Quando Encontrei Você
Editora: Livro Independente
Sinopse: Helena nunca cometeu um erro, nem se arriscou. Mas agora ela resolveu mudar e pelo menos uma vez, vai jogar tudo para o alto. Uma viagem de formatura que prometia ser épica. Ela o conheceu na sua última noite em Vegas. O que era apenas uma noite se transformou em algo mais e ela acordou casada. Porém, nem imaginava que por trás daqueles lindos olhos azuis, estava o vocalista da banda de Rock mais famosa da atualidade. Ela pensou que nunca mais iria vê-lo novamente, mas o destino fez questão de mostrar o quanto ela estava errada.


HEY, Bookaholics!! Como vocês estão? 
Pois é, eu estou de volta com muitas novidades, muitos posts, resenhas interessantes e super indicações pra trazer. Hoje, eu e as parceiras do Quatro Por 4 viemos falar de um romance daqueles de esquentar o coração e aliviar os tremores da alma. Vamos conferir as opiniões:


Opinião da Camila Melo - A Bookaholic Girl


Apenas uma vez é um livro extremamente problemático em vários sentidos e foi muito difícil concluir essa leitura, já que a minha vontade era abandonar o livro, mas para falar com maior propriedade fiz o esforço de chegar até o final. A proposta do livro não me agradou, ainda mais com o desenvolvimento da trama que apresentava diversos furos, como qualquer pessoa ter acesso fácil ao apartamento de Helena, a mesma facilidade com que o empresário da banda encontrou o nome e endereço da garota no Brasil, isso porque ela usou documentos falsos enquanto curtia sua viagem em Las Vegas, além de não ter nenhuma complicação por ela ser menor de idade. A construção de todos os personagens é muito rasa, pouco sabemos de suas personalidades e seus passados, o que não justificava o comportamento de Jack e os estereótipos de rockstar. Jack é sempre descrito como o galã bonitão e há sempre a necessidade de ressaltar o quanto ele é bonito, famoso e rico, além de ser um personagem escroto tratando as mulheres como suas vítimas. Essa história acaba por reproduzir comportamentos problemáticos principalmente no que diz respeito às mulheres, sendo descritas muitas vezes pelos seus atributos físicos e tratadas como objetos, especialmente para a satisfação sexual dos homens. Esse é o tipo de história que eu não me identifico, tenho muita dificuldade de engolir como um romance e faço questão de não recomendar. 

Termômetro: Ruim


Opinião da May Amorim - Coelho da Lua


Livros com temática musical costumam me atrair bastante e com "Apenas uma vez" não foi diferente.

Helena, nossa mocinha da vez, foi criada em uma redoma pelos pais e quando finalmente decidiu extravasar nem imaginava o tamanho do problema em que iria se meter. Em sua viagem de formatura, acaba bebendo demais e acorda na cama de um completo desconhecido — que mais tarde descobre ser seu marido (pois haviam se casado na noite em que se conheceram).
E é com Jack, um roqueiro famoso — cuja imagem em sua banda já está praticamente condenada por ser tão mulherengo, um típico estereótipo "ruim" de pessoas ricas e famosas —, que a tímida Helena se vê presa por causa dessa aventura.
A história é cheia de romance e drama, e é aqui que nasce o clichê... Porque apesar dos pesares, de todas as diferenças, gênios e etc, a atração intensa faz com que eles não consigam se ver mais fora da vida um do outro. Um grande amadurecimento é necessário para que possam superar todas as diferenças e dificuldades que os separam.
De forma geral, é um romance gostosinho de acompanhar e a escrita da Cleia colaborou para isso. A diagramação é um encanto a parte e ter trechos de músicas em cada capítulo me deixou muito envolvida.


Termômetro: Gostei



Minha opinião:


Helena e Jack são o típico casal clichê, assim como a história inteira. Mas diferente dos clichês que costumam irritar, esse parece aquecer o coração dos apaixonados (ou de quem só curte um bom romance mesmo).

Eu gostei da escrita da Cleia, achei que foi muito tranquilo de ler e que fluiu bem. Apesar do clichê, algumas surpresas me agradaram bastante e deixaram a leitura mais divertida.
O trabalho gráfico do livro, no geral, é uma graça. Sem firulas que pudessem incomodar e tirar a atenção das palavras.
Não foi o meu livro favorito da vida, mas continuo recomendando pra todo fã de romance ou quem estiver a fim de se sentir aquecido por uma história de amor.
Termômetro: Gostei


Eis as opiniões, pessoal. E vocês? Já leram esse livro ou tem vontade de ler? Me contem aí nos comentários e fiquem no aguardo dos próximos posts! 

Vejo vocês na próxima, um beijão!
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terça-feira, 9 de julho de 2019

Tempo de Dançar - Patricia Beal


Título Original: A Season to Dance
Título: Tempo de Dançar
Livro Único
Autor(a): Patricia Beal
Editora: Pandorga
Sinopse: Ana Brassfield já planejou em detalhes sua trajetória ao palco do Metropolitan Opera House. Mas, quando menos espera, seu primeiro amor, o renomado bailarino alemão Claus Gert, volta à Geórgia para reconquistá-la. Apesar de um começo promissor em sua carreira no balé e o casamento iminente com o arquiteto-paisagista Peter Engberg, Ana se pergunta se os sonhos de dançar no Met são tão impossíveis quanto se mostrou seu envolvimento romântico com Claus no passado. Até que um beijo no palco entre Ana e Claus muda tudo.Convencido de que o beijo foi mais do que um erro que não se repetirá, Peter rompe o noivado. Com Baryshnikov, um cão idoso entrevado pela artrite, e sonhos adiados, mas não esquecidos, Ana vai morar com Claus na Alemanha. Mas o fantasma da falecida esposa de Claus, os sentimentos dela por Peter e a pressão para conquistar um lugar ao sol numa grande companhia de balé são o preço a ser pago pela busca do sucesso. Ana parece prestes a conseguir tudo que sempre sonhou, mas será o suficiente?

Ana já tem sua vida planejada, tanto no lado profissional quanto no lado pessoal. Está de casamento marcado com o cara que ama e no ballet, finalmente conseguiu o papel principal. Tudo está absolutamente perfeito, até que acontece um beijo com seu primeiro amor, Claus.



Os planos poderiam ter permanecido tranquilos, se Peter não tivesse assistido toda a cena. Depois do noivo acabar com todos os planos do casamento, Ana decide arriscar todas as chances e ir viver com Claus na Alemanha, e essa jornada que acompanharemos no livro.

Beleza, vamos lá. O livro tem uma premissa legal, tem algumas vantagens e várias desvantagens ao meu ponto de vista. Uma das vantagens é, sem sombra de dúvidas, o cenário. A autora soube descrever bem cada cenário, ficava fácil de visualizar onde os personagens estavam, de se sentir dentro do livro, e isso me agrada muito. Outra coisa muito legal no livro é a imersão no mundo do ballet. Quem tem um total de zero conhecimento desse estilo de dança pode se sentir um pouco perdido com tantos nomes técnicos, mas por ser um universo que eu sou apaixonada, fiquei muito feliz com esse aspecto do livro.

Sobre os personagens, eu não consegui gostar de nenhum a não ser o cachorro da Ana, o Barysh. De resto, tanto os protagonistas quanto os coadjuvantes me pareceram rasos e irritantes, todos faziam drama por coisas minúsculas e que não pediam nenhum tipo de tempestade. A protagonista era mimada, e fazia um escarcéu interno toda vez que algo não saía como o planejado (o que é muito ruim considerando que o livro é narrado por ela). Peter e Claus eram dois chatos e o restante dos personagens eram completamente neutros e indiferentes, não fariam falta se não estivessem ali. Definitivamente, os personagens foram o ponto fraco do livro.

A trama é um pouco clichê, mas fica no nível do esperado e aceitável para um livro de romance onde a sinopse já te direciona pra um final, mas confesso que algumas coisas me surpreenderam. Outras surpreenderiam mais se não fosse pelo início do livro, que achei um tanto quanto confuso. Demorei certo tempo pra entender o que estava acontecendo, mas a tática da autora, que alterna presente, passado e presente, foi esperto e prende o leitor.

Não foi um livro que me prendeu e envolveu. Na verdade, demorei certo tempo pra terminar de ler. Mas acredito que não foi uma leitura em vão. Vale lembrar que o livro cita muito a fé cristã, pra quem não gosta, pode até ser uma desvantagem. Não é um livro que eu indicaria comprar, mas caso você já o possua, talvez valha a pena dar uma chance.
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domingo, 14 de abril de 2019

Em Algum Lugar nas Estrelas - Clare Vanderpool | Quatro Por 4

Título Original: Navigating Early
Título: Em Algum Lugar nas Estrelas
Livro Único
Autor(a): Clare Vanderpool
Editora: Darkside Books
Sinopse: "Em Algum Lugar nas Estrelas", da autora norte-americana Clare Vanderpool, é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença.

Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.

Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.

Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta – ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.




Hey, bookaholics! Como vocês estão? Hoje temos mais um post de um dos projetos mais legais que tive oportunidade participar e eu, Willy, Camila, Carla e Bia vamos dar nossa opinião sobre o livro desse mês pra vocês. Vamos lá?


Resenhas:


Opinião da Willy - Entre nos Mundos
Termômetro: Encantador
Sabe aquela leitura que parece que você faz no momento certo da sua vida? Em Algum Lugar nas Estrelas da Clare Vanderpool foi exatamente isso para mim! Falando um pouco da sinopse: Jack perdeu sua mãe e ele e seu pai mais agem como desconhecidos do que como familiar, sendo assim, o garoto de 13 anos vai para um colégio militar, onde conhece Early, um menino esquisito para todos e que diz ver cores e uma história através dos números. E é assim que Jack conhece a história do Pi e parte em uma cruzada com Early para encontrar a Ursa Maior. Em alguns momentos você pode até lembrar do livro O Pequeno Príncipe. Uma leitura singela que vai fazer você refletir, principalmente se você estiver passando por alguma mudança em sua vida.


Opinião da Mila - A Bookaholic Girl
Termômetro: Intrigante
Em algum lugar nas estrelas foi um livro que me despertou algumas reflexões. A  narrativa sob a perspectiva de uma criança no contexto histórico da Segunda Guerra Mundial, perdas e traumas tornaram a leitura rápida e envolvente,  mas infelizmente esses aspectos não foram suficientes para me tocar tão intensamente como pensei que tocaria.  Correndo o risco de ser injusta com a obra de Clare Vanderpool, confesso que tenho muita dificuldade em me aprofundar em histórias de aventura e fantasia por não acreditar que estas histórias são de fatos "reais" ou plausíveis. A aventura dos personagens Jack e Early me pareceu muito infactível, chegando até mesmo a considerá-la como fruto de um sonho, e a soma de alguns acontecimentos quase beirando o delírio. Aqueles que gostam de livros desse gênero podem ter uma opinião bem diferente da minha e valorizar de fato a história. 


Opinião da Cá - Coelho da Lua
Termômetro: Envolvente
Early e Jack me conquistaram desde o começo: são personagens carismáticos e cada um à sua maneira, tenta superar a dor da perda de pessoas queridas. 

Apesar de as aventuras dos dois serem bastante fantasiosas, e em alguns momentos eu achar que eles estão sonhando ou em algum tipo de transe, o livro me tocou de alguma forma. Com seus sermões e tiradas sarcásticas, a autora permite reflexões sobre como lidar com o outro e o quanto é preciso respeitar as diferenças. 

A leitura foi muito rápida e nem percebi o livro acabando. Early e Jack deixarão saudades.


Termômetro: Envolvente
Opinião da Bia - Books and Birds
Intrigante, envolvente e sensível! Uma história que te fará perder a noção do tempo e que promoverá uma reflexão acerca da vida e suas particularidades!

Early Auden e Jack seguem rumo a uma cruzada, ou quase isso, pois o segundo insiste em mencionar que apenas está acompanhando, que na verdade a ideia e vontade são apenas de Auden. A cada novo passo, são mescladas três histórias: a dos jovens que estão a procura de um urso, a trajetória de Fish Auden na guerra e a história de Pi, que segundo Early não é apenas um número, ele o vê como formas, cores e texturas e ao contrário do que dizem, não é finito.

Os capítulos são alternados entre a história de pi, que Early conta a Jack e o enredo atual. A linha que separa ambos os acontecimentos é tênue. O amigo de Jack possui uma rotina e costumes muito bem organizados. Com sua convicção e inocência acerca de tudo, ele acredita piamente no que encontrará ao final do percurso. Jack, ao contrário, fica dividido durante a viagem toda, até chega a ficar confuso quanto ao que é realidade e o que é ficção.

Recordei-me de um livro e de um filme ao ler esta história: A Ilha Perdida, pelo enredo instigante e As Aventuras de Pi, talvez pelo fato de mesclar água, canoa e uma aventura, haha! Por fim, finalizo mencionando o quão incrível é este livro! Sabe quando faltam palavras para descrever algo que te surpreendeu de forma positiva!? Uma escrita e um enredo muito bem desenvolvido! Há muito o que se ponderar quanto as entrelinhas, super recomendo!


Minha opinião - Bookaholic $em Grana
Termômetro: Envolvente
O que mais me encantou na escolha do livro do Quatro por 4 desse mês foi a forma como o destino usou para unir coisas singelas. Abril é o mesmo onde trazemos a atenção das pessoas para o autismo e para aqueles que possuem essa doença e o Early, um dos nossos queridos protagonistas, é autista(o termo não é utilizado devido à época em que se passa a história). De início, eu me apaixonei pela criação dos personagens. Early e Jack ganharam um imenso espaço no meu coração, com grandes ensinamentos sobre qual é a verdadeira dificuldade de lidar com outro alguém. Outro aspecto que adorei foram os capítulos dedicados a Pi(sim, o número), querido amigo inventado por Early e que também tem sua própria história a ser contada. A autora usou de profundidade para nos envolver na história e nos faz olhar para temas como luto, dor, diferenças fazendo uso de metáforas interessantes e um sarcasmo cômico em diversas horas. Apesar disso, de alguma forma senti que Clare acabou se apressando no fim da história, mas nada que tenha atrapalhado. No fim, acabei em lágrimas: tanto de felicidade pelos ensinamentos incríveis quanto pela saudade que vou sentir de Early, Jack e Pi.



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