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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Recursão - Blake Crouch

Título Original: Recursion
Livro Único
Autor(a): Blake Crouch
Tradução: Sheila Louzada
Editora: Intrínseca
Onde Comprar: Amazon | Submarino
Sinopse: As memórias constroem a realidade.
É isso que o policial Barry Sutton descobre ao investigar um fenômeno chamado Síndrome da Falsa Memória, uma doença misteriosa que enlouquece as vítimas ao plantar lembranças de vidas que elas nunca tiveram. Em sua busca pela verdade, Barry se depara com um oponente mais assustador do que qualquer doença, uma força que ataca não apenas a mente, mas a confecção de nossas memórias. Sua única chance de compreender e interromper a marcha galopante do caos está nas mãos da neurocientista Helena Smith, uma mulher amaldiçoada por sua invenção, a criadora de uma tecnologia que deveria salvar vidas, mas que acabou esfacelando a realidade. Conforme os efeitos desse fenômeno fazem ruir o mundo que conhecemos, Barry e Helena terão de se unir se quiserem sobreviver - e salvar a todos nós.
Em sua obra mais ambiciosa, Blake Crouch entrelaça ação e mistério num enigma eletrizante sobre tempo, identidade e o poder da memória.

Recursão conta duas histórias em paralelo que em determinado momento do livro acabam se unindo. A primeira é a do Barry, um policial da NYPD, que perdeu a filha há algum tempo e acabou se divorciando da esposa, o que fez com que ele se jogasse de cabeça no trabalho. A segunda história é da Helena, uma cientista incrivelmente talentosa e inteligente que dedica sua carreira a desenvolver uma cadeira capaz de armazenar memórias de pacientes com Alzheimer depois que a mãe é diagnosticada com a doença.

A trama foi bem construída e é imprevisível. Qualquer mínimo detalhe pode ser um spoiler e o que eu acho ideal é ler esse livro sem ler a sinopse (se você acabou de ler a sinopse do post, dá um tempinho antes de pegar o livro pra sua mente esquecer hehe) porque foi o que eu fiz e isso colaborou muito na minha experiência de leitura.

O livro é narrado em terceira pessoa mas tem os pontos de vista dos dois protagonistas. Por mais que eu tenha simpatizado muito mais com o Barry, eu gostei bem mais dos capítulos da Helena. Ela é chata em alguns momentos e me irritou, mas são os capítulos que tem a parte mais científica e foi isso que me prendeu na história.

Muita gente fala como esse livro é super confuso, e realmente consegue ser. Se eu explicar direito o motivo vai ser o maior spoiler da vida, então só consigo avisar vocês pra ficarem atentos em detalhes e aos adeptos dos post-its e flags é uma boa usar nas partes que tiver explicações pro caso de você se perder durante a leitura, dá pra voltar e ler só essas partes.

Eu tive dois grandes problemas com esse livro: o romance e o final. Eu não comprei esse romance, não fui conquistada, achei que poderiam ter se formado casais muito mais legais e que fossem mais interessantes e também teriam sido mais trabalhados. O romance que o autor criou no livro simplesmente aconteceu, muito instalove. O meu problema com o final é que foi MUITO simples. O autor criou uma bola de neve que não parava de aumentar a cada capítulo e o final foi extremamente fácil, simples e conveniente pra todo o caos que ele criou.

Mesmo com esses problemas, é um livro bem bom. A história é envolvente, a escrita do Blake é fluida e sem muitos floreios, tornando uma leitura fácil e rápida. Ficando atento não tem como se confundir muito com as partes mais científicas. Não foi meu livro favorito do ano e desconfio que vá ser meu livro preferido do autor, mas foi uma experiência de leitura boa e que eu recomendo pra todo mundo que curtir livros de ficção científica e/ou histórias imprevisíveis.


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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

Título Original: Turtles All The Way Down
Título: Tartarugas Até Lá Embaixo
Livro Único
Autor(a): John Green
Tradução: Ana Rodrigues
Editora: Intrínseca
Onde comprar: Amazon | Submarino | Saraiva
Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível "A Culpa É das Estrelas", lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas Até Lá Embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido - quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor - entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas Até Lá Embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e - por que não? - peculiares répteis neozelandeses.

Bom, vamos lá. Aza Holmes é uma adolescente que está nesse momento na metade do Ensino Médio, tem um círculo de amigos bem criativo e uma melhor amiga fiel. Além disso, a protagonista sofre com TOC, um transtorno mental que a acompanha já há alguns anos. No meio desse cenário, um bilionário que cometeu um crime de colarinho branco desaparece e é oferecida uma recompensa de 100 mil dólares para quem tiver pistas que ajudem na sua localização, e acaba que Aza conhece o filho desse homem. A história definitivamente começa quando Daisy (a melhor amiga) quer muito a recompensa e convence Aza a contatar David.

A trama desse livro não é previsível nem ruim, mas eu achei chata, parada e monótona. As melhores partes são quando o foco vai para o transtorno mental da Aza, seus ataques de pânico e como ela tenta lidar com tudo isso. Por ser narrado em primeira pessoal pela protagonista, o livro não poupa detalhes nessas partes e isso é muito interessante e ao mesmo tenso de acompanhar, e foi onde eu realmente fiquei presa. Por outro lado, o mistério que é sugerido na sinopse e que me intrigou a ler o livro não existe. O desaparecimento do bilionário é uma sub-trama, mas não é um foco do livro para prender o leitor.

Todos os personagens tiveram algum problema pra mim em algum ponto do livro, ou então não tiveram problema nenhum e foram insignificantes (na minha opinião). Não consegui me identificar ou me apegar a nenhum deles. Mas pra não sinalizar apenas coisas ruins, seria mentir dizer que os personagens não evoluem ao longo do livro, e é uma evolução que vale à pena acompanhar até o final para quem escolhe fazer essa leitura.

Eu tenho um problema sério com a escrita do John Green desde A Culpa é das Estrelas. Sei lá, mas não bate sabe. Não consigo me situar nos cenários, não consigo pertencer ao universo que ele cria, não consigo me envolver e muito menos achar poético ou minimamente interessante. Acho que simplesmente não é pra mim, mas isso não torna a escrita dele ruim em nenhum momento. Só é uma peça do quebra-cabeça que não encaixa sabe?!

Numa visão geral, esse foi um livro médio pra mim. É ok, vale à pena ler, talvez algumas pessoas possam gostar bastante, mas eu acredito que esse livro não deva ser uma prioridade a não ser que você queira entender um pouco mais da mente de quem sofre com algum transtorno mental, já que isso o livro consegue apresentar muito bem. Do contrário, há leituras melhores e que podem valer mais o seu tempo.
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sábado, 25 de abril de 2020

Não Se Enrola, Não - Isabela Freitas

Não Se Enrola, Não - Saraiva

Mais um capítulo na vida da nossa querida Isabela. Aqui nós vamos acompanhar a Isa vindo morar em São Paulo, com um livro que precisa ser escrito, uma chefe de dar nos nervos e um sentimento em relação a outro certo personagem que ela não sabe muito bem como lidar.

Como a gente já sabe o que acontece em todo livro da Isa, nesse terceiro não vai ser muito diferente: dá tudo errado hehe. Bom, não exatamente mas né. Ela tem ideias pra resolver algum conflito da vida dela e acaba gerando outros conflitos ainda maiores. 

A trama é um tanto quanto previsível em alguns pontos, principalmente pra quem já leu os outros dois livros da série. Apesar disso, é uma leitura gostosa e rápida. Eu sempre dou risada com os livros da Isabela, a escrita dela é fluida e é muito fácil se envolver na história.

Um bônus por se passar no ícone de cidade chamada São Paulo <3, pena que a ambientação deixou um pouquinho a desejar. Eu moro em SP, conheço essa cidade quase como a palma da minha mão e mesmo assim foi difícil me localizar em alguns momentos e entender onde eu estava sabe?! Isso foi meio chato.

Os personagens já são nossos conhecidos e os novos não tiveram muita coisa pra acrescentar (pelo menos, não pra mim), então esse foi o tópico mais ok pra mim. Agora, a diagramação dessa série sempre vai ser algo que eu vou destacar. Eu amo as trocas de mensagens no início de cada capítulo e também como a intrínseca colocou trechos do primeiro livro (trechos descartados, na verdade) como se fossem rascunhos do livro que a Isa tá escrevendo na história.

Da trilogia, esse foi o meu menos favorito, mas foi o que teve mais gostinho de "fim". Mesmo que a autora escreva outros capítulos da vida da Isa, acredito que eu não vá continuar lendo. O único que falta pra mim agora é "Não Se Humilha, Não" que conta uma história antes de Não Se Apega, Não. Vamos ver o que vem por aí...

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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Não Se Iluda, Não - Isabela Freitas

Não Se Iluda, Não - Saraiva

Vou mudar o formato das resenhas por um tempo, pra ver se me dá ânimo pra fazer mais resenhas. Enfim, vamos ao livro.

Não Se Iluda, Não é a sequência de Não Se Apega, Não e aqui vamos continuar acompanhando a vida da Isa, suas trapalhadas e sua vontade de mudar o mundo. O livro começa com nossos personagens na Costa do Sauípe para um festival de universitários (o que pode dar errado, não é mesmo?!) e nessa viagem MUITA coisa acaba acontecendo e já dando vários nós na cabeça, no estômago e no coração da nossa protagonista.

Durante a viagem, Isa acaba criando um blog, o "Garota em Preto e Branco", um lugar anônimo que ela encontra pra poder desabafar sem que descubram quem ela é e somente pra não guardar suas angústias dentro de si. Os posts sempre aparecem no início dos capítulos, assim conseguimos ter uma noção do caos que encontraremos ao longo do capítulo.

Com seu humor intrínseco e boas trapalhadas, Isa mais uma vez nos ensina muito ao longo de sua história. Eu gosto muito da escrita dela, é simples e fluída, não tem floreios e faz com que o leitor se prenda e tente entender o que ela quer dizer. A autora traz quotes pertinentes, que se encaixam na história e fazem com que o leitor se identifique com os sentimentos confusos porém sinceros de Isabela, porque são situações que todo mundo já passou (ou vai passar logo logo) pelo uma vez na vida.

A capa segue a sequência linda da primeira, já com uma metáfora (eu interpretei assim ok?): quanto maior a ilusão, maior a queda não é mesmo?! e a diagramação do livro também é parecida com a do primeiro livro, mantendo assim a série com uma sequência bonita, fácil de ler já que as letras são grandes e uma graça na estante devido ao colorido.

Como uma leitura fácil, leve e pra distrair a cabeça enquanto aprende sem sentir que você está levando uma lição de moral, é uma boa opção de leitura depois de muito estresse ou pra sair de uma ressaca causada por histórias muito densas ou doloridas. Boas risadas nunca são demais.

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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Garota Exemplar - Gillian Flynn



Título Original: Gone Girl 
Título: Garota Exemplar
Livro Único
Autor(a): Gillian Flynn
Editora: Intrínseca
Sinopse: Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?


Amy Dunne desapareceu. Sumiu. PUF. E quando isso acontece, o primeiro e único suspeito é seu marido, Nick. Ele, é claro, entra em desespero e começa a mover céus e terra para encontrar Amy e provar que não tem nada a ver com esse sumiço. Vamos acompanhando ao longo do livro essa busca implacável e o diário da personagem desaparecida, que supostamente deveria nos fazer entender o que aconteceu. A sinopse é diferente de tudo o que eu já tinha lido e os rumos que a história toma não são previsíveis e são um tanto quanto pertubadores.

A Amy é uma mulher que antes era muito rica e agora não é tão rica, ela é mimada e, na minha opinião, é uma personagem completamente louca e fora de si que precisa urgentemente de um psiquiatra. O Nick é totalmente crucificado por todos os personagens secundários (que me irritaram tanto quanto os protagonistas) e está sempre bancando um papel de vítima que não tem culpa e não sabe de absolutamente nada.

A escrita da autora é boa e foi o que me fez chegar ao final do livro, ela sabe muito bem como prender o leitor e fazê-lo devorar as páginas. Ela conseguiu muito bem unir os capítulos de cada parte (o livro é dividido em três partes) e sabia deixar uma brecha pra te deixar curioso e te impedir de parar a leitura. Foi o que salvou a história pra mim.

A capa é simples, preta com detalhes em rosa além do título e do nome da autora. A divisão de cada parte é marcada por uma folha preta e a diagramação de tudo é muito simples. O tamanho de letra é OK e eu não reparei em nenhum erro de revisão.

Esse livro não me conquistou, os personagens me irritaram e não desceram e eu não me interessei em ler mais nenhum livro da autora, infelizmente. Porém, caso você se sinta curioso em saber o que de fato aconteceu com a Amy, provavelmente irá se surpreender com o final e espero que tenha uma leitura mais agradável do que eu tive.
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