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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Filme: Dançarina Imperfeita

 


Título Original: Work It
Elenco: Sabrina Carpenter, Jordan Fisher, Liza Koshy, Keiynan Lonsdale, Drew Ray Tanner, Naomi Snieckus, Michelle Buteau, Jayne Eastwood
Duração: 1h 33m
Ano: 2020
Roteiro: Lauren Terruso
Produção: Alicia Keys, Leslie Morgenstein, Elysa Dutton
Direção: Laura Terruso
Sinopse: Dançarina Imperfeita acompanha Quinn Ackerman (Sabrina Carpenter) que tem sua admissão na faculdade dos seus sonhos dependendo de sua performance em uma competição de dança. Agora, ela precisa formar um grupo com os melhores dançarinos do esquadrão da escola e, principalmente, aprender a dançar.
Onde Assistir: Netflix | Assista o trailer

Quinn é uma aluna nota A que colocou todos os esforços em criar o currículo perfeito para entrar na faculdade dos seus sonhos sem grandes problemas. Depois de mentir para a diretora de admissões na entrevista, ela tem que aprender a dançar pra conseguir fazer parte da equipe de dança da escola e manter seu sonho de pé.


Eu passei a acreditar que a combinação Netflix + filme de dança + filme YA é a combinação perfeita pra um filme me conquistar. Caramba, quanto "filme" numa frase só. Mas é verdade, porque a cada lançamento com essa combinação eu me apaixono mais.


O roteiro não é dos mais lineares e impecáveis, mas isso pouco importa porque o filme entretém, é uma delícia de ver e eu amei vários quotes. As coreografias são super legais, e o jeito como foram introduzidas na história me agradaram muito.

 

Os personagens são muito particulares, mas só a protagonista tem o background realmente explorado (o que pode se esperar de um filme de uma hora e meia), mas fico imaginando que se fosse um livro, teríamos uma carga de personagens muito incríveis e que iam virar queridinhos logo nos primeiros capítulos.


Acredito que os atores encaram bem os seus personagens, visto que eram adultos fazendo papel de adolescentes. A Sabrina Carpenter e o Jordan Fisher não tem taaaaaanta química assim, então pra mim foi um pouco difícil de visualizar eles como um casal, mas como são poucas cenas de romance isso não me incomodou.


No fim das contas, é um filme divertido, leve e agradável pra assistir sozinho, em família, com alguém especial. A história e os personagens são ótimas companhias por si só, e a história te prende só pelo entretenimento e pela vontade de querer saber se vai dar tudo certo no final (mesmo a gente sabendo que provavelmente vai ficar tudo bem). Dançarina Imperfeita é um filme tão gostoso que você pode repetir a dose sem moderação, e acho muito difícil de um dia você enjoar.

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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Filme: Feel The Beat


Título Original: Feel The Beat
Elenco: Sofia Carson, Wolfgang Novogratz, Brandon Kyle Goodman, Donna Lynne Champlin
Duração: 1h e 47min
Ano: 2020
Roteiro: Shawn Ku, Michael Armbruster
Produção: Susan Cartsonis
Direção: Elissa Down
Sinopse: Em Feel The Beat, April (Sofia Carson) é uma dançarina que não consegue seu sucesso na Broadway e decide retornar à sua pequena cidade natal. Relutantemente, ela é recrutada para um grupo de jovens dançarinos desajustados para uma grande competição.
Onde Assistir: Netflix | Trailer: Dublado / Legendado

O filme começa com April em um teste para um papel na Broadway. Por cargas do destino, ela acaba não conseguindo o papel além de gerar uma situação que coloca toda a sua carreira em risco. Envergonhada, ela resolve voltar para a sua cidade natal e acaba reencontrando alguns fantasmas do passado como a escola onde fazia aulas de dança e seu ex-namorado.

Acontece que a dona da escola de dança, Ms. Barb, quer levar as alunas para competirem em um concurso nacional e pede para que April ajude e ensaie junto com elas, o que a protagonista acaba aceitando pelo puro interesse de poder dançar em frente aos jurados que são verdadeiros ícones da Broadway. Ao longo do filme, nós vamos acompanhar a trajetória  das meninas pelas etapas do concurso e a trajetória da April no meio disso tudo.

A trama é um pouco clichê, devemos admitir, mas é tão fofa que a gente nem liga pros clichês e se apaixona mesmo assim. E também é uma trama bem construída e muito linear. Os diálogos são simples, até por ser um filme adolescente, e tornam o filme uma ótima fonte de entretenimento, onde a reflexão sobre a mensagem que o filme quer passar é tão sutil que quando vamos ver já estamos envolvidos por todo aquele sentimento.

Acho que a Sofia Carson foi uma ótima escolha como protagonista e ela fez o papel muito bem. Apesar disso, sinto que mais lá pro final do filme a personagem se perdeu um pouco. Vejam bem, a April é cheia de características próprias e eu sinto que ali no final ela perdeu um pouco dessa essência e isso me chateou um pouco porque ela foi uma personagem que eu realmente gostei.

A química entre o casal protagonista é perfeita e sem defeitos, eles dois são a própria definição de um OTP (One True Paring). Acho que todos os personagens coadjuvantes tem uma parte importante para acrescentar na história, seja na evolução das meninas na competição quanto no crescimento pessoal da protagonista (com exceção dos meninos do time de futebol que são completamente desnecessários).

Eu acredito que esse filme seja aquela história linda, fofa e que aquece o coração. É uma história para sorrir, suspirar, morrer de amor e se divertir, realmente distrair a cabeça sabe?! A Netflix teve uma ideia brilhante e muito bem executada, e Feel The Beat é um filme sensacional, cheio de músicas incríveis e bem coreografadas, além de muita fofura e muito amor. Por enquanto, é definitivamente um dos melhores filmes que eu assisti em 2020.
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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Minissérie: A Vida e a História de Madam C. J. Walker


Título Original: Self Made: Inspired by the Life of Madam C. J. Walker
Produção: DeMane Davis, Eric Oberland, Lena Cordina
Direção: Nicole Asher
Elenco: Octavia Spencer, Carmen Ejogo, Tiffany Haddish, Blair Underwood, Garrett Morris
Gênero: Drama
Sinopse: A história de Madam C. J. Walker (Octavia Spencer), ativista social e primeira mulher milionária dos Estados Unidos a conquistar a própria fortuna: por meio de uma linha de produtos capilares e cosméticos para mulheres negras.
Onde Assistir: Netflix
Ouça a trilha sonora: Spotify

Sarah Breedlove teve uma vida sempre muito difícil, batalhando como lavadeira para ganhar centavos, mas ela sempre quis mais que isso. Quando seu cabelo começou a cair e seu marido a abandonou, Addie Munroe bate na sua porta com um produto que ajuda no crescimento do cabelo, mas o que Sarah enxerga é uma oportunidade de mudar de vida.

Baseada em fatos reais, a minissérie da Netflix brilha em trazer uma história carregada de luta, emoção e inspiração. A trama foi bem planejada e dividida entre os quatro episódios de aproximadamente 45 minutos, tornando fácil para assistir tudo em uma sentada só. Inclusive, esse formato de minissérie (que eles poderiam ter escolhido fazer como série ou até mesmo um filme) foi uma ótima sacada, visto que trouxe a história de forma completa, sem a necessidade de enrolar demais ou acabar perdendo fatos importantes.

Sarah é uma personagem cativante e a interpretação feita por Octavia Spencer torna tudo melhor. A atriz vive aquele papel e nos faz sentir tudo o que a personagem sente, nos faz querer torcer e lutar para que a protagonista possa realizar tudo aquilo que acredita e sonha. Além disso, a atuação de todo o cast em conjunto é de tirar o fôlego, todos personificaram muito bem seus papéis e fizeram um lindo trabalho. Uma menção honrosa para meu personagem coadjuvante predileto, Cleophus. O sogro de Madam C. J. Walker, brilhantemente interpretado por Garrett Morris, é um homem que sobreviveu à escravidão e que possui falas e atitudes que vão conquistar seu coração.

A história se passa no início dos anos 1900, então o racismo é extremamente presente. Mas não só isso, a série aborda diversas pautas que passam por relacionamentos, amor, feminismo, orgulho, empreendedorismo, romance entre pessoas do mesmo sexo. E é uma história perfeita pra mostrar que o que estamos vivendo hoje no Brasil e no mundo em termos de preconceito vem de séculos atrás. Sempre existiu. A história vive se repetindo, mas não podemos deixar que isso aconteça. Ver essa série pode ser até mesmo uma forma de conscientização da luta contra o racismo e todo outro tipo de preconceito.

"Às vezes, o silêncio é a única proteção que uma mulher negra tem. E agora que aprendi a contar minha história, não posso mais ficar em silêncio." - Madam C. J. Walker


O roteiro é um dos mais bonitos que eu já pude perceber. Os discursos que Madam C. J. Walker faz ao longo dos episódios são inspiradores, reais, brutais, instigantes, verdadeiros e extremamente atuais. Cada discussão e conflito que surge gera falas que são perturbadoras, porém necessárias. E as citações de grandes nomes são um charme a mais que acabam trazendo ainda mais poder e peso para o trabalho do(a) roteirista e que encaixam perfeitamente com a situação em que aparecem.

E falando em encaixe, aqui temos mais uma trilha sonora de destaque. É uma delícia escutar essa trilha, seja só escutando as músicas, seja encaixadas na minissérie. A escolha de músicas foi certeira. A letra das músicas casa com o que está acontecendo na história e a batida das músicas conversa com a direção, tornando tudo mais impactante e real.

Ganhando o prêmio de melhor série/minissérie assistida em 2020 (até o momento que estou escrevendo esse post), Self Made merece seus destaques. Fico triste em saber que essa série não teve o reconhecimento que merecia, mas trago ela aqui na esperança de que alguém mais vá conhecer essa história. Eu chorei, eu ri, eu me emocionei, eu fiquei tensa, eu passei ódio, eu torci, eu tive todas as emoções. Sem nenhuma sutileza, a minissérie Original Netflix trouxe assuntos que precisam ser discutidos e que merecem atenção. 

Madam C. J. Walker se tornou a primeira mulher preta milionária dos Estados Unidos, fazendo produtos de cabelo de pretos, para pretos e por pretos. Ela queria a ascensão das pessoas pretas. Ela queria que todos tivessem voz. E ver sua luta nos inspira a não desistir do que ela e muitos outros começaram. A luta por direitos iguais não para até que todos tenham voz. 


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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Filme: A Missy Errada

Cenapop · Crítica | A Missy Errada (Netflix, 2020)

Melissa e Tim se conhecem num encontro às cegas e a Melissa nada mais é que louca, o que faz o Tim fugir do encontro. Alguns meses depois, indo viajar à trabalho, o Tim esbarra em uma mulher no aeroporto e eles acabam trocando malas sem querer. Na hora de destrocar eles acabam conversando e percebendo que possuem muito em comum, além do fato do nome dela também ser Melissa. Até aí, tudo certo né?! Pois bem, a empresa que o Tim trabalha promove um retiro pro Havaí e todos podem levar um acompanhante. O amigo do Tim fala pra ele levar a Melissa e ele curte a ideia, até chegar dentro do avião e perceber que ele chamou a Melissa errada. Já dá pra imaginar a confusão, né?!

Bom, indo direto ao ponto pra depois tentar explicar meu ponto: pior filme de 2020 até agora. Ai, gente. Muita decepção num filme só. Tudo bem que não tinha o trailer mais interessante do mundo, mas até que parecia algo legal pra distrair sabe?! É uma comédia, estamos de quarentena, seria bom pra quebrar a tensão, mas não rolou.

Mas vamos por partes: começando pelos personagens. Eu achei eles muito forçados. Principalmente a Missy (apelido da Melissa). Era tudo exagerado demais, ela era louca demais, ela fazia tudo muito demais, ela falava alto demais, tudo o que ela fazia era no limite do permitido por lei, ou ela parecia completamente e 300% burra. O Tim é sem sal nem açúcar. Nem tenho muito o que falar dele porque ele é muito sem graça. Os personagens coadjuvantes também não fazem diferença no filme, não tem papéis relevantes, ninguém nem pra salvar o filme.

Eu entendo que é pra ser uma comédia e nem sempre comédias tem propósito, mas a trama não levou a lugar nenhum o filme inteiro e nos cinco minutos finais o roteirista quer trazer uma lição de moral que nunca existiu, e quem assiste não sente isso. O roteiro é uma tristeza e a direção eu não sei de onde saiu, porque consegue ser pior ainda.

Eu não consegui dar uma risada nesse filme, eu senti que foi uma hora e meia completamente perdida que eu poderia ter lido um livro, assistido algum outro filme, uma decepção mesmo. Já é a segunda comédia Original Netflix que eu não gostei, então não sei se vou continuar assistindo as próximas que vierem. E se serve de conselho, os norte-americanos precisam aprender com o nosso cinema nacional como fazer uma boa comédia. 

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domingo, 17 de maio de 2020

Entretenimento na Quarentena: não há tragédias nesse post

Nesses tempos sombrios que têm sido a quarentena, onde no jornal só tem notícia ruim o dia inteiro, é importante termos formas de entretenimento que possam manter o nosso coração quentinho e em paz. Por isso, hoje eu vim aqui indicar alguns livros, filmes e séries que podem ajudar nas horas de tédio sem precisar colocar nenhuma imagem de tragédia na nossa cabeça (já basta as da vida real, não precisamos de tragédias na ficção também).

Meu critério pra essas indicações foi que mesmo as situações de conflito (porque é basicamente impossível criar uma história sem algum conflito) não são trágicas, não vão te deixar mal ou incomodado enquanto você vê, ninguém morre e o único choro possível é aquele que a gente se emociona porque deu tudo certo ok?

Minha história

Minha História (Becoming) é o documentário sobre a Michelle Obama, e tem muito a ver com a auto-biografia que ela lançou há algum tempo. Eu resolvi indicar esse documentário porque, além de ser uma história linda, traz muita esperança pra quem assiste. Entender a história da ex-primeira dama faz com que você automaticamente se inspire. E ela também fala muitas coisas importantes ao longo do filme. Possui uma hora e meia de duração e é envolvente, inspirador e cheio de amor e esperança pra ajudar todo mundo a superar essa fase que o mundo está vivendo.


O histórico infame de Frankie Landau-banks - Livros na Amazon ...
Esse livro vai contar pra gente a história da Frankie, uma aluna no segundo ano do ensino médio na Alabaster, um internato particular para alunos da elite. Acontece que a Frankie descobre a existência de uma sociedade secreta muito antiga na escola, a Ordem dos Bassês, mas que é só para meninos. Ela não se conforma com isso e o livro vai contar pra gente como foi o segundo ano da Frankie com as interferências na Ordem dos Bassês.

Esse é um livro super legal de ler. A leitura é ágil porque a escrita da autora é muito objetiva, o que eu gostei bastante. Apesar de ser um YA contemporâneo e apresentar todos os dramas adolescentes, esse não é o principal foco do livro. A Frankie é inteligente e bastante perspicaz, o que torna as ideias dela bastante instigantes, prendendo o leitor pra descobrir o que vai acontecer depois. É uma história rápida, de entretenimento mas que toca em assuntos importantes como o feminismo. Perfeito pra quarentena.


Resenha] A Lua de Mel - Sophie Kinsella | Minha Vida Literária
Não tem como falar de histórias divertidas e alto astral sem falar de Sophie Kinsella. Aqui a rainha do chick-lit conta a história de duas irmãs. A mais nova se casa inesperadamente e vai pra uma lua de mel na Grécia e a mais velha vai atrás para impedir que esse casamento seja consumado, achando que a irmã perdeu a cabeça de vez.

A história é engraçada, as trapalhadas das duas irmãs rendem boas gargalhadas. O romance que surge no livro é fofo, daqueles clichês que faz você suspirar. Apesar de ser um pequeno calhamaço, a leitura é tão gostosa que você nem sente o tempo passar e quando percebe já terminou o livro. Eu indiquei esse por amar essa história, mas qualquer livro da Sophie Kinsella é uma boa opção pra se divertir.


Do que os Homens Gostam - Assista online esse e outros sucessos no ...
Nesse filme, a nossa protagonista vive cercada por homens em todos os lugares da sua vida. Depois de um chá e uma bela batida de cabeça, ela se torna capaz de escutar tudo o que os homens pensam e resolve usar isso ao seu favor pra subir na vida. 

De novo, esse filme é muito engraçado. É aquela comédia romântica bem feita e que ainda aborda temas importantes. Gente, eu recomendo esse filme pra todo mundo. Você vai dar boas risadas e ainda ter um entretenimento de qualidade. Está disponível no Telecine Play e no Youtube Filmes e vale cada centavo porque é um dos meus filmes favoritos de 2020 já. 


Assistir Online ao Episódio 6 - 1ª Temporada de Never Have I Ever ...
A nova série Original Netflix vai contar a história da Devi, uma adolescente indiana que passou por um ano traumático e agora está determinada em mudar sua situação de popularidade, e pra isso ela faz diversas coisas que nunca fez antes.

Mesmo que você chore em algum momento, eu te prometo que é um choro desses que deixa o coração quentinho. Mas na maior parte do tempo você vai rir com as enrascadas que a Devi acaba se metendo. Além disso, a série é recheada de representatividade e personagens com suas próprias histórias e conflitos, e é uma delícia poder absorver tudo isso e conhecer todos eles. É uma série super rápida de assistir e cheia de coisa pra ensinar.


Espero que vocês tenham gostado das sugestões e que estejam bem durante esse momento caótico que o Brasil e o mundo estão vivendo. Quem tiver outras sugestões, pode deixar nos comentários que eu vou adorar saber <3


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