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quarta-feira, 29 de abril de 2020

Perdida #5: Desencantada - Carina Rissi

Desencantada - Volume 5 - Livros na Amazon Brasil- 9788576864615



No quinto livro da série perdida, vamos agora acompanhar o acontece com Valentina depois da sequência dos livros anteriores. Para quem não lembra do primeiro livro, Valentina era a vizinha apaixonada de Ian Clarke. Agora, com a paixonite já superada, nossa protagonista se mudou para uma cidade litorânea junto do pai, da madrasta e do irmãozinho mais novo.

Valentina já está passando da idade de se casar e, graças às regalias e luxos de sua madrasta, seu dote não é mais tão generoso quanto costumava ser, o que deixa suas chances de um bom casamento indo por água abaixo. A jovem logo recebe uma proposta e até pensa em aceitá-la, mas uma situação constrangedora envolvendo certo capitão seguida de um trágico acidente fazem a vida (e o coração) da personagem virar de cabeça pra baixo.

A trama é uma delícia, e super envolvente. Todos os livros dessa série trazem algum mistério a ser resolvido, mas em Desencantada esse mistério não é ofuscado pelo romance, o que nos deixa intrigados para descobrir qual é o real rumo que a história está levando, e devo dizer que quando a verdade é descoberta a vontade é de gritar bem alto "PLOT TWIST". Por essa eu realmente não esperava, dona Carina.

Apesar disso, não posso dizer o mesmo da escrita da autora. Eu amo os livros da Carina, mas é triste ver que o que me prendeu nesse livro até o fim foi querer saber o final da história, e não uma escrita que agradava. Pulei algumas partes de texto durante a leitura que pra mim se tratavam de parágrafos e mais parágrafos de textos que não agregariam em nada à minha leitura. Por esse ponto, esse livro perdeu a chance de ser o meu favorito da autora.

A Valentina é um ÍCONE de personagem. Ela é independente, perpicaz, sempre tem uma resposta na ponta da língua, sabe argumentar e nunca perde uma discussão. Quem me acompanha no twitter viu várias pérolas dela sendo soltas por lá, e ela é (até agora) a minha personagem favorita de toda a série (apesar de eu amar muito a Sofia também). Os outros personagens também são legais e tem aparições importantes, mas todos estavam ali pra, na verdade, complementar o brilho da protagonista e eu adorei isso!

Vamos falar daquele final? SEM SPOILERS, eu prometo! Mas o que foi aquela amarração na história no final? A conversa entre a Sofia e a Valentina, com a história dos sobrenomes e logo depois a viagem. Gente, eu adorei. MUITO. Fiquei surtando aqui em casa mas não conheço ninguém que leu esse livro pra poder surtar junto comigo, uma lástima. Mas agora eu me pergunto como que fica a situação no presente??? Será que vamos descobrir em um próximo livro? ALÔ CARINA.

Concluindo: eu adorei esse livro. Mesmo ele não sendo um favorito, Desencantada é uma leitura divertida, muito agradável e minha recomendação atual pra quem quiser sair da ressaca. É um livro independente, com começo-meio-fim, e pode ser lido mesmo que você não tenha lido os outros da série, mas deixo o alerta: você terá spoilers dos livros anteriores e pode ser que não entenda algumas referências, mas não terá sua experiência de leitura prejudicada por isso. E por mais clichê que isso possa parecer, Desencantada me encantou.
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sábado, 25 de abril de 2020

Não Se Enrola, Não - Isabela Freitas

Não Se Enrola, Não - Saraiva

Mais um capítulo na vida da nossa querida Isabela. Aqui nós vamos acompanhar a Isa vindo morar em São Paulo, com um livro que precisa ser escrito, uma chefe de dar nos nervos e um sentimento em relação a outro certo personagem que ela não sabe muito bem como lidar.

Como a gente já sabe o que acontece em todo livro da Isa, nesse terceiro não vai ser muito diferente: dá tudo errado hehe. Bom, não exatamente mas né. Ela tem ideias pra resolver algum conflito da vida dela e acaba gerando outros conflitos ainda maiores. 

A trama é um tanto quanto previsível em alguns pontos, principalmente pra quem já leu os outros dois livros da série. Apesar disso, é uma leitura gostosa e rápida. Eu sempre dou risada com os livros da Isabela, a escrita dela é fluida e é muito fácil se envolver na história.

Um bônus por se passar no ícone de cidade chamada São Paulo <3, pena que a ambientação deixou um pouquinho a desejar. Eu moro em SP, conheço essa cidade quase como a palma da minha mão e mesmo assim foi difícil me localizar em alguns momentos e entender onde eu estava sabe?! Isso foi meio chato.

Os personagens já são nossos conhecidos e os novos não tiveram muita coisa pra acrescentar (pelo menos, não pra mim), então esse foi o tópico mais ok pra mim. Agora, a diagramação dessa série sempre vai ser algo que eu vou destacar. Eu amo as trocas de mensagens no início de cada capítulo e também como a intrínseca colocou trechos do primeiro livro (trechos descartados, na verdade) como se fossem rascunhos do livro que a Isa tá escrevendo na história.

Da trilogia, esse foi o meu menos favorito, mas foi o que teve mais gostinho de "fim". Mesmo que a autora escreva outros capítulos da vida da Isa, acredito que eu não vá continuar lendo. O único que falta pra mim agora é "Não Se Humilha, Não" que conta uma história antes de Não Se Apega, Não. Vamos ver o que vem por aí...

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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Não Se Iluda, Não - Isabela Freitas

Não Se Iluda, Não - Saraiva

Vou mudar o formato das resenhas por um tempo, pra ver se me dá ânimo pra fazer mais resenhas. Enfim, vamos ao livro.

Não Se Iluda, Não é a sequência de Não Se Apega, Não e aqui vamos continuar acompanhando a vida da Isa, suas trapalhadas e sua vontade de mudar o mundo. O livro começa com nossos personagens na Costa do Sauípe para um festival de universitários (o que pode dar errado, não é mesmo?!) e nessa viagem MUITA coisa acaba acontecendo e já dando vários nós na cabeça, no estômago e no coração da nossa protagonista.

Durante a viagem, Isa acaba criando um blog, o "Garota em Preto e Branco", um lugar anônimo que ela encontra pra poder desabafar sem que descubram quem ela é e somente pra não guardar suas angústias dentro de si. Os posts sempre aparecem no início dos capítulos, assim conseguimos ter uma noção do caos que encontraremos ao longo do capítulo.

Com seu humor intrínseco e boas trapalhadas, Isa mais uma vez nos ensina muito ao longo de sua história. Eu gosto muito da escrita dela, é simples e fluída, não tem floreios e faz com que o leitor se prenda e tente entender o que ela quer dizer. A autora traz quotes pertinentes, que se encaixam na história e fazem com que o leitor se identifique com os sentimentos confusos porém sinceros de Isabela, porque são situações que todo mundo já passou (ou vai passar logo logo) pelo uma vez na vida.

A capa segue a sequência linda da primeira, já com uma metáfora (eu interpretei assim ok?): quanto maior a ilusão, maior a queda não é mesmo?! e a diagramação do livro também é parecida com a do primeiro livro, mantendo assim a série com uma sequência bonita, fácil de ler já que as letras são grandes e uma graça na estante devido ao colorido.

Como uma leitura fácil, leve e pra distrair a cabeça enquanto aprende sem sentir que você está levando uma lição de moral, é uma boa opção de leitura depois de muito estresse ou pra sair de uma ressaca causada por histórias muito densas ou doloridas. Boas risadas nunca são demais.

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quarta-feira, 3 de abril de 2019

Quadrinhos no MIS

Hey, bookaholics! Como vocês estão?
Hoje eu resolvi trazer um post diferente mas sobre um assunto super legal, principalmente pra galera que curte o assunto de: HQ e Quadrinhos!!



QUADRINHOS - A EXPOSIÇÃO




Muitas vezes quando uma pessoa pensa em exposição, pensa em algo chato e tediante que vai levar hooooras. Pois é, isso ainda é bastante comum, mas as exposições atuais têm apostado bastante em temáticas diferentes e em diferenciais(como a interatividade, por exemplo) para conquistar um público cada vez maior e mais diverso.

E é exatamente isso que temos aqui no MIS, o Museu da Imagem e do Som que fica no bairro Pinheiros em São Paulo/SP. A exposição #QuadrinhosnoMIS teve toda a sua cenografia montada pela Caselúdico (a mesma que fez o Castelo Rá-Tim-Bum no Memorial da América Latina), que fez um trabalho incrível. Tem milhares de quadrinhos e personagens e é bastante fácil se perder e/ou maravilhar em meio a tanta informação.



Diversos quadrinistas são prestigiados pelas paredes e salas da exposição. Artistas brasileiros, latinos, europeus. O mundo dos quadrinhos está todo num lugar só. Inclusive, temos uma sala inteira reservada só para os amantes do Mangá. O lado oriental está muito bem representado em uma sala grande com direito à cortina de mangás e elementos cenográficos interativos para foto.





Falando em interatividade, isso é algo bem presente em diversas áreas da exposição, o que te deixa cada vez mais imerso na cultura e no universo do HQ. Muitas salas também expõe trechos dos quadrinhos, tirinhas, primeiras edições. É bem possível de ler e dar boas risadas.


Como tudo que envolve o universo dos quadrinhos, DC e Marvel estão ali com salas uma de frente pra outra num embate acirrado, porém devo admitir que a sala da DC deixa a da Marvel bem sem graça. A imitação da BatCaverna ficou muito linda e bem feita. A sala da Marvel, entretanto, está cheia de inúmeras referências a todos os seus filmes (dica: fique de olho no homem-aranha que está nessa sala!).

Com uma proposta diferente e muito legal, a exposição é linda e super bem montada. Recomendada desde os pequenos aos aposentados, cada qual com seus motivos. Ao fim do passeio, dá pra passar na lojinha da exposição do lado de fora do museu (oras, só uma olhadinha) e depois passear pela Augusta ou as ruas próximas, um passeio pro dia inteiro.

Lembrando que a exposição #QuadrinhosnoMIS vai até o dia 26 de maio. O museu funciona das 10h às 20h, de terça a sábado e das 9h às 18h aos domingos e feriados. Às terças, a entrada é gratuita (sendo sujeita a disponibilidade de horário). Nos demais dias, o preço do ingresso inteiro é R$30 e a meia-entrada sai por R$15. Quem for, não esquece de voltar aqui e me contar o que achou! Um grande beijo e até o próximo post.
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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Crisálida - Andressa Tabaczinski

Título Original: Crisálida
Título: Crisálida
Livro Único
Autor(a): Andressa Tabaczinski
Editora: Oito e Meio
Sinopse: Após uma tempestade, o corpo da jovem Amélia Moura, filha de um importante deputado do Paraná, é encontrado em meio às araucárias, em uma região afastada do centro de Curitiba. Em seu pescoço, marcas de esganadura revelam que alguém teve a intenção de colocar fim à sua vida. A investigação, precocemente arquivada por falta de evidências de um crime, é então reaberta, colocando como suspeitos os pais da jovem, seu ex-noivo, o empresário Rafael Salvatori, e a amiga com quem ela dividia o apartamento.
Alternando um narrador em terceira pessoa, que acompanha as investigações protagonizadas pela delegada Ana Cervinski e pelo policial Júlio Bragatti, com uma escrita em primeira pessoa, narrada pela própria jovem antes de morrer, vamos ficando cada vez mais próximos da verdade.
Quem terá colocado fim à vida de Amélia? Em que uma jovem professora de literatura, reservada e solitária poderia ameaçar os interesses de alguém? Através de um mergulho na geografia e nas tradições de Curitiba, cidade que hoje encontra-se em evidência devido aos últimos acontecimentos políticos do país, Andressa Tabaczinski constrói um thriller sensível e eletrizante. Uma reflexão sobre nossas contradições mais profundas, com um mistério que se sustenta até o final.

Quando eu descobri Crisálida, o primeiro motivo a me fazer querer ler esse livro foi o mistério. Eu sou apaixonada por qualquer policial, então livros com investigações costumam me ganhar fácil. Apesar disso, eu demorei um tempo até realmente procurar ler esse livro e poxa, que tempo perdido foi esse.

A história de Amélia é narrada entre flashbacks da vida dela e cenas depois que seu corpo é encontrado. Eu acho muito fácil pro autor se perder durante esse tipo de escrita, narrando fatos no passado antes ou depois deles serem descobertos no presente, fazendo com que o livro perca um pouco a graça. Bom, isso não aconteceu aqui. A investigação rolava enquanto Amélia ia nos contando os fatos de sua vida e nada se precipitou.

No começo (os primeiros 5 capítulos, mais ou menos), eu senti grande dificuldade de me envolver na história. Os personagens eram muito superficiais, o cenário era raso e o livro simplesmente não conseguia me agradar. Lá pra metade do livro acabei me prendendo mais na história, mas com o maior foco em descobrir o que iria acontecer com a vida de Amélia (a menina cria umas reviravoltas na própria história que minha nossa) e também para descobrir quem e porquê deu um fim à vida de nossa protagonista.

Eis que o mistério é descoberto e o único pensamento que me veio à cabeça foi: podre. Não da história e não do final. Mas do ser humano. O ser humano, as pessoas, nós. O assassinato de Amélia expressa uma realidade trágica na vida de milhares de jovens brasileiros todos os dias. O final do livro me fez chorar muito. Em nenhum momento me senti extremamente tocada pela história, mas a verdade que é expressada no final do livro corta o coração, principalmente daqueles que acreditam que o amor é a maior cura e força existente.

Se eu recomendo o livro? Oras, sem um piscar de dúvidas. Crisálida é uma história a ser lida por aqueles que precisam de um choque de realidade sobre sua hipocrisia. Pode ser para aqueles que, por mais triste que seja isso, precisam saber que não vivem essa realidade cruel sozinhos (meu desejo é que ninguém viva isso) e também para aqueles que só querem um policial rápido e fácil de ler, com um final criativo que sai da maioria dos clichês que já nos acostumamos.

Quem ler o livro ou já leu, não esquece de comentar aqui o que achou. Espero que vocês tenham gostado e que eu tenha conseguido expressar minha opinião como desejava. Até o próximo post, Bookaholics!





PS.: Só mais uma coisa: o assassinato da Amélia, como dito na sinopse, foi estrangulamento. Ao ler o livro vocês vão entender melhor isso. Mas lembrem-se:

Denuncie qualquer tipo de violência. A denúncia pode salvar uma vida!

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